O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, convocou para esta quinta-feira (12) uma reunião com os demais ministros da Corte para apresentar o relatório produzido pela Polícia Federal que menciona o ministro Dias Toffoli. O documento reúne informações extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por suspeitas de fraudes financeiras.
No mesmo encontro, Fachin deve comunicar aos colegas o teor da manifestação enviada por Toffoli em resposta ao conteúdo do relatório.
O material foi entregue ao presidente do STF na última segunda-feira (9) pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A análise decorre de dados coletados no aparelho de Vorcaro, apreendido durante a Operação Compliance Zero, que apura irregularidades no Banco Master. A instituição financeira foi liquidada pelo Banco Central em novembro do ano passado.
Após a divulgação de trechos do relatório, Toffoli tornou pública uma nota na qual reconhece ser sócio da empresa Maridt, responsável pela venda do resort Tayayá, no Paraná, a fundos ligados ao Banco Master. O ministro afirmou, entretanto, que não mantém relação de amizade com Vorcaro e negou ter recebido qualquer pagamento do banqueiro.
Em manifestação anterior, o gabinete do magistrado classificou como “ilações” as menções ao seu nome e sustentou que não há fundamento para alegação de suspeição. Toffoli é o relator de processos relacionados ao caso Master no Supremo.
Segundo informou a própria Corte, o relatório da Polícia Federal já foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República para análise e eventual manifestação.
Interlocutores próximos ao ministro afirmam que, na resposta encaminhada ao presidente do STF, Toffoli sustenta não haver conflito de interesses que justifique seu afastamento da relatoria.
A reunião convocada por Fachin ocorre em meio à repercussão interna do caso e deve servir para que os ministros tomem conhecimento formal dos fatos apresentados pela Polícia Federal e dos esclarecimentos prestados pelo colega.























