O aplicativo Gov.br passou por uma reformulação que altera a forma como milhões de brasileiros acessam serviços públicos digitais. A nova versão, disponível desde 28 de janeiro nas lojas de aplicativos, retira a exigência de reconhecimento facial no acesso inicial e, em determinadas situações, dispensa até mesmo a digitação de senha.
A plataforma, que reúne atualmente mais de 173 milhões de contas cadastradas, concentra serviços de diferentes áreas do governo federal e é considerada a principal porta de entrada para atendimentos digitais no país.
ACESSO MAIS SIMPLES COM BIOMETRIA DO APARELHO
Entre as mudanças implementadas está a possibilidade de entrar em serviços que exibem o botão “Entrar com gov.br” utilizando apenas a biometria do próprio celular — como impressão digital ou reconhecimento facial do dispositivo — sem necessidade de inserir senha manualmente.
Outra novidade é a criação de conta diretamente pelo aplicativo. Usuários que ainda não possuem cadastro podem concluir todo o processo pelo próprio app, sem recorrer a outros canais.
Com a atualização, o reconhecimento facial deixou de ser obrigatório no primeiro acesso, o que, segundo o governo, torna a navegação mais ágil no dia a dia.
O aplicativo também passou a permitir o compartilhamento de documentos digitais com contatos e disponibiliza a consulta ao histórico de acessos. A funcionalidade possibilita ao usuário verificar quando e como seus dados foram utilizados dentro da plataforma.
SEGURANÇA MANTIDA COM VERIFICAÇÃO EM DUAS ETAPAS
Apesar da simplificação no login, o Ministério da Gestão e da Inovação afirma que os mecanismos de proteção permanecem ativos. De acordo com a pasta, 50 milhões de brasileiros já habilitaram a verificação em duas etapas (2FA) no Gov.br.
Do total de contas existentes, 112,4 milhões utilizam algum tipo de biometria no processo de autenticação. Desse grupo, 80,6 milhões correspondem a contas de nível Ouro e 31,8 milhões a contas Prata.
Entre os usuários com verificação em duas etapas ativada, 45 milhões pertencem ao nível Ouro e outros 5 milhões ao nível Prata. O recurso exige a inserção de um código gerado no próprio aplicativo a cada novo acesso a serviços digitais, como forma de dificultar entradas indevidas, mesmo que CPF e senha tenham sido expostos.
Em caso de dúvidas sobre as mudanças, os usuários podem consultar a página oficial da conta Gov.br ou buscar atendimento pelos canais digitais disponibilizados na própria plataforma.























