O jornalista Carlos Mendes foi sepultado nesta segunda-feira (1º), após falecer no domingo (31), em Belém. O cortejo fúnebre saiu pela manhã da capela onde ocorria o velório em direção ao crematório do Cemitério Max Domini, localizado no município de Marituba, na Região Metropolitana da capital paraense.
Reconhecido como uma das principais referências do jornalismo na Amazônia, Carlos Mendes enfrentava uma longa batalha contra o câncer, diagnosticado há 12 anos. Nos últimos dias, ele estava internado após a identificação de um tumor cerebral, que motivou uma cirurgia para remoção da lesão.
Apesar do procedimento, o jornalista apresentou complicações durante a recuperação. Segundo informações divulgadas por pessoas próximas, ele contraiu uma infecção hospitalar que agravou seu estado de saúde. O quadro evoluiu para insuficiência renal crônica no único rim que possuía, já que o outro havia sido comprometido anteriormente em decorrência do tratamento contra o câncer.
Ao longo de sua carreira, Carlos Mendes construiu uma trajetória de destaque na imprensa paraense e nacional. Atuou por mais de duas décadas como correspondente do Estadão na região Norte, além de exercer funções como repórter especial do Diário do Pará. Também foi fundador do portal Ver-o-Fato e do programa Linha de Tiro, veículos que ampliaram sua presença no debate público e na cobertura de temas de interesse regional.
A morte do jornalista provocou manifestações de pesar de diversas instituições ligadas à comunicação e ao poder público. Em nota, a Academia Paraense de Jornalismo destacou a contribuição de Mendes para o fortalecimento da imprensa e para a formação de novos profissionais, ressaltando seu compromisso com a informação de qualidade e o interesse público.
O Sindicato dos Jornalistas no Estado do Pará (Sinjor-PA) também lamentou a perda e manifestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de profissão. A entidade ressaltou a relevância do trabalho desenvolvido por Carlos Mendes ao longo de décadas de atuação jornalística.
A Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa) prestou homenagem ao profissional, destacando sua trajetória pautada pela ética, dedicação à atividade jornalística e compromisso com a informação.
Além de sua atuação nos principais veículos de comunicação da região Norte, Carlos Mendes também foi membro fundador da AJOIA Brasil – Associação Brasileira de Jornalistas Independentes e Afiliados, entidade voltada ao fortalecimento do jornalismo independente e à defesa da liberdade de imprensa no país.
Em nota, a AJOIA Brasil destacou a contribuição de Carlos Mendes para o jornalismo brasileiro e sua dedicação à defesa da informação responsável.
“Recebemos com profundo pesar a notícia do falecimento de Carlos Mendes, profissional que ajudou a construir os alicerces da nossa associação e cuja trajetória foi marcada pela ética, coragem e compromisso com a verdade. Neste momento de dor, nos solidarizamos com familiares, amigos e colegas de profissão, desejando conforto a todos que tiveram o privilégio de conviver com seu trabalho e sua amizade”, declarou a entidade.
A morte de Carlos Mendes encerra uma carreira marcada pela cobertura de temas relevantes para a Amazônia e pelo trabalho voltado à valorização do jornalismo regional, legado que permanece como referência para a comunicação paraense.

























