Um levantamento publicado pelo Estadão aponta que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, ampliou significativamente seu patrimônio imobiliário nos últimos anos. De acordo com a apuração, realizada com base em registros de cartório, o ministro e sua esposa, Viviane Barci, adquiriram imóveis que somam R$ 31,5 milhões, totalizando 17 propriedades.
Segundo os dados, o crescimento patrimonial teve início após a indicação de Moraes ao STF, em 2017, pelo então presidente Michel Temer. À época, o casal possuía 12 imóveis avaliados em R$ 8,6 milhões. Desde então, houve um aumento de 266% no valor total dos bens.
A maior parte das aquisições ocorreu a partir de 2021. Nesse período, o casal investiu R$ 23,4 milhões em imóveis — valor que representa cerca de dois terços de todos os aportes realizados ao longo de quase três décadas, conforme o levantamento.
Entre os bens, destaca-se uma residência de alto padrão em Brasília, com 776 metros quadrados, adquirida em 2025 e avaliada em cerca de R$ 12 milhões. As transações imobiliárias, em sua maioria, foram conduzidas por meio de uma empresa familiar voltada à gestão patrimonial, que tem como sócios a esposa do ministro e os filhos do casal.
O levantamento também aponta mudanças na atuação profissional do escritório de advocacia administrado por Viviane Barci. Desde 2017, houve aumento no número de processos conduzidos em tribunais superiores, passando de 27 para 152 casos.
As informações sobre o patrimônio ganharam maior visibilidade após investigações envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master. Conforme divulgado, o escritório Barci de Moraes manteve contrato com o banco para prestação de serviços jurídicos entre 2024 e 2025, no valor de R$ 129 milhões.
Durante esse período, foram realizadas dezenas de reuniões e elaborados pareceres jurídicos para a instituição financeira. Em nota, o escritório informou que não atuou em processos do Banco Master no Supremo Tribunal Federal.























