A cidade de Ubá, na Zona da Mata mineira, enfrenta um dos momentos mais dramáticos de sua história recente após o temporal que atingiu o município entre a noite dessa segunda-feira (23) e a madrugada de hoje (24). Sete mortes foram confirmadas e quatro pessoas seguem desaparecidas, segundo a prefeitura. O prefeito José Damato classificou o episódio como a maior tragédia já vivida pela cidade.
De acordo com o balanço oficial, o volume de chuva chegou a 170 milímetros em apenas três horas. O índice elevado provocou a rápida elevação do nível do Rio Ubá, que alcançou quase oito metros, ultrapassando marcas anteriores e invadindo ruas, residências e estabelecimentos comerciais.
Equipes da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros e servidores municipais atuam desde as primeiras horas da ocorrência no atendimento às vítimas, retirada de moradores de áreas de risco e buscas por desaparecidos.
“Estamos mobilizados desde a noite de ontem para socorrer a população. É uma situação extremamente grave, algo sem precedentes no município”, declarou o prefeito.
DESABAMENTOS E PONTES DESTRUÍDAS
O levantamento preliminar da Prefeitura aponta ao menos cinco desabamentos de edificações. Três pontes foram destruídas pela força da correnteza, comprometendo o tráfego e dificultando o acesso a alguns bairros.
A enxurrada também arrastou veículos por vários quilômetros. Imagens registradas por moradores mostram carros empilhados e vias completamente tomadas por lama e destroços.
APOIO
Diante da dimensão dos estragos, a administração municipal solicitou apoio aos governos estadual e federal. Segundo o prefeito, houve contato com o presidente em exercício, Geraldo Alckmin, que autorizou o envio do Exército Brasileiro para auxiliar nas operações de busca, resgate e desobstrução de vias.
O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, além de ministros e parlamentares, também mantém articulação com o município para viabilizar recursos emergenciais e assistência humanitária.
Reconhecida como principal polo moveleiro de Minas Gerais e um dos maiores do país, Ubá deve enfrentar reflexos também na atividade econômica. Parte das áreas comerciais foi atingida pela inundação, e a prioridade, segundo a administração municipal, é restabelecer serviços essenciais, como energia, abastecimento de água e mobilidade urbana.
A prefeitura informou que segue atualizando os dados sobre vítimas e danos estruturais. Equipes permanecem em campo, enquanto a cidade inicia um processo de avaliação dos prejuízos e organização das ações de reconstrução.























