Um workshop realizado na quarta-feira (11), no Centro de Treinamento do Parque Estadual do Rio Doce (Perd), discutiu o uso sustentável da Estrada do Salão Dourado, via interna com cerca de 21 quilômetros de extensão que corta a unidade de conservação. O encontro reuniu representantes de instituições públicas, pesquisadores e organizações da sociedade civil para avaliar o atual cenário da estrada e apontar diretrizes para sua utilização.
A iniciativa foi motivada pelo contexto das obras de restauração da Ponte Queimada, estrutura que liga municípios da região. A reforma reacendeu o debate sobre o controle de acesso e as formas de utilização da estrada, localizada dentro do parque.
A Estrada do Salão Dourado é utilizada como apoio para diversas atividades de gestão da unidade de conservação. Entre elas estão ações de monitoramento ambiental, fiscalização, pesquisa científica, prevenção e combate a incêndios florestais, além de iniciativas voltadas à proteção e ao acompanhamento da biodiversidade.
Além das atividades institucionais, a via também pode ser utilizada para práticas de turismo de natureza e educação ambiental, como observação de vida silvestre, cicloturismo, trekking, caminhadas e atividades educativas.
Os usos permitidos da estrada já foram definidos anteriormente pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), no âmbito da Ação Civil Pública nº 1000412-76.2025.8.13.0687, em alinhamento com as diretrizes previstas no Plano de Manejo do Parque Estadual do Rio Doce, atualizado em 2023.
Durante o workshop, os participantes analisaram um diagnóstico sobre as condições e os usos atuais da estrada, além de debater possíveis diretrizes para a sua utilização de forma compatível com as regras estabelecidas pela ação civil pública e pelo plano de manejo da unidade de conservação.
As discussões devem subsidiar a elaboração do Plano de Uso Sustentável da Estrada do Salão Dourado. A proposta é que o documento estabeleça orientações claras para o uso da via e contribua para ampliar o entendimento das instituições envolvidas sobre as atividades permitidas dentro do parque.
A expectativa dos organizadores é que o processo fortaleça o engajamento das instituições na conservação do Parque Estadual do Rio Doce e contribua para que a utilização da estrada esteja alinhada aos objetivos de preservação da unidade. Também se busca garantir que a sociedade receba informações claras e unificadas sobre as regras e finalidades de uso da via dentro do parque.























