O governo do Panamá instaurou uma investigação oficial para apurar denúncias sobre o aliciamento de cidadãos panamenhos para atuar no conflito entre a Rússia e a Ucrânia. A apuração busca identificar se redes internacionais estão operando no país com ofertas de trabalho ou recrutamento para envio de combatentes ao Leste Europeu.
As investigações foram iniciadas após o surgimento de indícios de que nacionais estariam sendo contactados e atraídos por propostas financeiras para integrar forças no teatro de operações da guerra. O Ministério Público local e órgãos de inteligência analisam a atuação de intermediários que possam estar recrutando voluntários.
O caso do Panamá insere-se em um contexto regional no qual outros países da América Latina, como Colômbia, Peru e Bolívia, também instauraram apurações semelhantes sobre a contratação de civis por empresas militares privadas e redes de aliciamento ligadas a ambos os lados do confronto.
As autoridades panamenhas buscam mapear os canais de comunicação utilizados pelos recrutadores e determinar eventuais violações às leis de segurança nacional e de combate ao tráfico de pessoas. O governo informou que acompanha os desdobramentos e avalia o uso de mecanismos de cooperação internacional para esclarecer a dimensão do esquema.

























