O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou o governo da China de realizar uma invasão cibernética para obter dados de 220 milhões de eleitores norte-americanos. Em pronunciamento oficial à nação, o líder da Casa Branca afirmou que a suposta operação ilícita teve início durante o ciclo eleitoral de 2020 e classificou o episódio como a maior violação de segurança de dados eleitorais da história do país.
De acordo com as alegações de Donald Trump, relatórios oficiais da administração americana reuniriam evidências de que arquivos de cidadãos habilitados a votar em 18 estados foram roubados, comprados ou acessados de forma ilegal por agentes chineses. Simultaneamente ao discurso televisivo, o governo dos Estados Unidos publicou uma série de documentos em seu portal oficial contendo arquivos que abrangeriam análises produzidas entre janeiro de 2020 e junho de 2026 sobre vulnerabilidades e ameaças ao sistema de votação.
O chefe de Estado utilizou o pronunciamento para direcionar críticas a integrantes das próprias agências de inteligência do país, agrupados sob a denominação de “Deep State” (Estado Profundo). Trump declarou que esses funcionários atuaram para omitir e desvalorizar relatórios sobre a intromissão externa, ocultando as informações do Congresso e da própria Presidência por meio de alterações deliberadas nos informativos diários de segurança. Em resposta, o republicano solicitou investigações à Direção Nacional de Informações e instruiu o diretor do FBI, Kash Patel, o Departamento de Justiça e a CIA a apurarem as condutas internas.
A denúncia do mandatário foi rebatida pelas autoridades de Pequim. O governo da China negou qualquer envolvimento com o pleito norte-americano, pontuando que não possui interesse e nunca realizou atos de interferência em assuntos internos de outros países. Analistas e opositores democratas também se manifestaram, apontando que relatórios oficiais prévios da inteligência dos EUA, de 2021, não encontraram vestígios de manipulação de votos ou de mudanças nos resultados técnicos das urnas daquele ano, pleito em que o atual mandatário havia sido derrotado pelo democrata Joe Biden.























