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Ajoia Brasil contesta a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) sobre militância no jornalismo

Entidade de jornalistas independentes reage à posição da ABI sobre condenados do 8 de janeiro

William Saliba por William Saliba
10 de maio de 2026
em Sem Categoria
Tempo de Leitura: 4 minutos de leitura
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Ajoia Brasil contesta a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) sobre militância no jornalismo

AJOIA Brasil luta contra a militância no jornalismo brasileiro

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Por William Saliba

A AJOIA Brasil – Associação Brasileira de Jornalistas Independentes e Afiliados divulgou neste sábado (10) uma dura nota pública de desagravo contra a Associação Brasileira de Imprensa, acusando a entidade e setores da chamada “grande imprensa” de atuarem politicamente em defesa de interesses ideológicos e institucionais.


No comunicado, assinado em Belo Horizonte, a associação afirma que parte significativa da imprensa brasileira abandonou o compromisso com a imparcialidade e passou a exercer “militância organizada travestida de jornalismo”. O texto sustenta que grandes veículos de comunicação teriam contribuído para a polarização política do país e para a legitimação de medidas consideradas autoritárias por setores conservadores.

A manifestação ocorre após posicionamentos públicos da ABI relacionados à chamada “Lei da Dosimetria”, proposta debatida no meio jurídico e político que pode reduzir penas aplicadas a condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. A Ajoia Brasil critica a resistência à aplicação da medida e afirma que houve “penas desproporcionais” impostas a manifestantes envolvidos nos episódios.

Na nota, a entidade também acusa veículos tradicionais de comunicação de atuarem como “departamentos de propaganda institucional” ao apoiar decisões do Judiciário ligadas aos ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília. Segundo a associação, jornalistas e empresas de mídia teriam deixado de questionar supostos abusos de autoridade em nome da “defesa da democracia”.

O documento faz ainda referências indiretas ao cenário político nacional, citando a volta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao poder e alegando que conglomerados de mídia contribuíram para a “reabilitação política” do petista.

Em um dos trechos mais contundentes, a associação afirma que “não há democracia quando jornalistas se comportam como militantes partidários e redações funcionam como trincheiras ideológicas”. O texto também acusa parte da imprensa de promover censura seletiva contra vozes conservadoras.

NOTA DE DESAGRAVO DA AJOIA BRASIL CONTRA ATO DA ABI

A Imprensa militante que enterrou a democracia é a sócia ostensiva do autoritarismo no Brasil

A chamada “imprensa tradicional” vive hoje uma das maiores crises morais e de credibilidade de sua história, e isso não aconteceu por acidente.

O descrédito crescente da população não é fruto de “ataques bolsonaristas”, como gostam de repetir em coro os seus porta-vozes, mas consequência direta de anos de manipulação narrativa, militância ideológica e submissão política e institucional disfarçadas de jornalismo.

Boa parte das redações dos grandes veículos brasileiros deixou de exercer a função de informar para assumir o papel de braço político da esquerda. Não se trata mais de viés eventual ou preferência editorial: trata-se de ativismo organizado, travestido de compromisso democrático.

Durante os últimos anos, especialmente após os eventos de 8 de janeiro, o país assistiu a um espetáculo vergonhoso de desumanização promovido por setores da mídia.

Senhoras idosas, trabalhadores, religiosos e cidadãos comuns foram transformados em “terroristas” de ocasião para justificar prisões arbitrárias, excessos judiciais e penas absolutamente desproporcionais, superiores às aplicadas a criminosos violentos, homicidas e corruptos declarados. E o mais grave: tudo aquilo que estas pessoas denunciaram a respeito da Suprema Corte vem à tona com o recente escândalo envolvendo instituição financeira.

E onde estava a autoproclamada defensora da democracia? Aplaudindo!

Os mesmos veículos que deveriam questionar abusos de poder preferiram funcionar como departamentos de propaganda institucional, legitimando arbitrariedades em nome de uma suposta “defesa democrática” ao arrepio da ordem constitucional.

Agora, diante da possibilidade de redução de penas por meio da chamada Lei da Dosimetria, medida que sequer corrige as injustiças cometidas, a militância de redação volta à cena para tentar impedir sua aplicação aos condenados. Inaceitável!

A atuação da Associação Brasileira de Imprensa – ABI nesse processo escancara aquilo que muitos brasileiros já perceberam há tempos: parte significativa da imprensa abandonou qualquer compromisso com equilíbrio, pluralidade ou honestidade intelectual. A essência do jornalismo, informar e opinar, foi mandada às favas com uma defesa intransigente dos abusos cometidos.

Tornaram-se agentes políticos, empenhados em sustentar uma narrativa única, perseguir adversários ideológicos e blindar determinados grupos de poder.

É impossível ignorar também o papel central de grandes conglomerados de mídia nesse cenário de deterioração institucional. Nos últimos anos produziram o ambiente político e psicológico necessário para a reabilitação de Lula da Silva, sua volta ao poder e a consolidação de um modelo de censura seletiva contra setores conservadores da sociedade, tudo embalado cinicamente sob o slogan de “proteção da democracia”.

Mas há algo profundamente perverso em chamar de democracia um sistema em que o divergente ê censurado, perseguido e intimidado com processos que lhes privam e suprimem liberdades fundamentais.

Não há democracia quando jornalistas se comportam como militantes partidários e redações funcionam como trincheiras ideológicas de grupos políticos e institucionais.

A destruição institucional do Brasil possui muitos responsáveis, mas poucos tiveram participação tão decisiva quanto a elite midiática brasileira. A história haverá de ser implacável com os que chutaram a ética jornalística e tornaram-se correias de transmissão dos mandatários do país.

A “grande mídia” normalizou abusos, ridicularizou vozes dissidentes, manipulou narrativas e ajudou a dividir o país entre “cidadãos aceitáveis” e “inimigos da democracia” – a deles.

O Brasil só começará a reconstruir sua vida pública e institucional quando a máscara da “grande imprensa” cair, e quando seus setores mais militantes forem finalmente expostos e moralmente confrontados pela sociedade civil organizada.

 AJOIA Brasil – Associação Brasileira de Jornalistas Independentes e Afiliados.

Belo Horizonte, 10 de maio de 2026.

Tag: AJOIA BrasilAJOIA Brasil x ABIAssociação Brasileira de imprensaAssociação Brasileira de Jornalistas Independentesjornalismo brasileiromilitância políticanota de desagravo
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