O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) iniciou a articulação de uma agenda voltada à revisão de políticas públicas adotadas pelo governo federal, mirando um possível cenário eleitoral em 2026. Para conduzir o levantamento técnico, ele escalou o economista Adolfo Sachsida, que já ocupou cargos estratégicos durante a gestão de Jair Bolsonaro.
A iniciativa tem como objetivo estruturar um conjunto de medidas que poderiam ser revistas de forma rápida em um eventual novo governo, caso o senador venha a disputar e vencer a eleição presidencial, assumindo o cargo em 2027.
De acordo com fontes ligadas ao grupo político, Sachsida já iniciou a análise de decretos e atos infralegais editados durante a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O foco do trabalho está na identificação de medidas que possam ser alteradas por decisão do Executivo, sem a necessidade de tramitação no Congresso Nacional.
As áreas econômica e regulatória concentram a maior parte do levantamento. A estratégia busca priorizar mudanças que possam ter efeito imediato nos primeiros meses de um eventual mandato.
ANTECIPAÇÃO DE DIRETRIZES
A mobilização é interpretada como um movimento de antecipação na elaboração de propostas de governo. A escolha de Sachsida, que teve atuação destacada na formulação de políticas econômicas em gestões anteriores, indica a intenção de manter diretrizes semelhantes às adotadas no período anterior.
Nos bastidores, aliados avaliam que a construção prévia de uma agenda estruturada pode fortalecer a competitividade eleitoral e facilitar a implementação de medidas no início de um novo ciclo político.
ESTRATÉGIA PARA 2026
A ideia de um amplo processo de revisão normativa — chamado internamente de “revogaço” — surge como um dos pilares da estratégia em desenvolvimento. A proposta envolve a reavaliação de normas, regulamentos e decisões administrativas vigentes.
O movimento ocorre em meio às articulações iniciais para a sucessão presidencial, com diferentes grupos políticos organizando equipes técnicas e delineando prioridades. Nesse contexto, a definição de propostas concretas e a capacidade de execução ganham relevância no debate público e eleitoral.























