O governo Lula elevou o Imposto de Importação sobre mais de mil produtos, incluindo smartphones e equipamentos industriais. A medida busca proteger a indústria nacional, mas já provoca críticas de importadores e preocupação com possíveis impactos nos preços ao consumidor.
A decisão foi tomada pela equipe econômica após identificar aumento expressivo das compras externas. Segundo o Ministério da Fazenda, as importações desses itens cresceram 33,4% desde 2022 e passaram a representar mais de 45% do consumo interno.
Com a mudança, a alíquota pode subir até 7,2 pontos percentuais. Entre os produtos afetados estão telefones celulares, máquinas industriais, equipamentos de informática e itens de telecomunicações.
O governo afirma que a medida pretende fortalecer a indústria brasileira e reduzir a dependência de produtos estrangeiros. A estratégia é clara: encarecer o importado para estimular a produção local. A estratégia é direta: dar fôlego ao fabricante nacional.
Representantes do setor produtivo reagiram rapidamente. Importadores e empresários afirmam que a decisão pode reduzir a competitividade e pressionar a inflação. Para eles, produtos mais caros tendem a chegar ao consumidor final com preço maior.
Especialistas avaliam que o impacto dependerá do comportamento do mercado. Se a produção interna crescer, o efeito pode ser limitado. Se a oferta nacional não acompanhar a demanda, o risco de aumento de preços se torna maior.
O governo também informou que empresas poderão pedir redução temporária das tarifas para itens específicos até 31 de março, com autorização provisória de até 120 dias.
A medida entra em vigor em um momento de debate sobre política industrial no país. De um lado, o Planalto defende proteção à indústria. De outro, o setor produtivo pede cautela. O efeito real sobre preços e produção deve aparecer nos próximos meses.























