A Microsoft confirmou que prepara uma série de mudanças no Windows 11 com o objetivo de torná-lo mais leve, estável e com menor presença de recursos baseados em inteligência artificial, como o Copilot. As primeiras atualizações começam a ser liberadas para testes no fim de março, com expansão prevista para os meses seguintes.
Segundo informações divulgadas no blog do Windows Insider — programa oficial de testes da empresa —, as alterações iniciais serão disponibilizadas no canal Dev ainda neste mês. A expectativa é que cheguem a outros canais de testes ao longo de abril, antes de serem distribuídas ao público geral.
O cronograma também foi reforçado por executivos da empresa. Pavan Davuluri, responsável pela divisão Windows, indicou que as novidades começarão a aparecer gradualmente nas compilações disponibilizadas aos testadores entre março e abril. Já Scott Hanselman, vice-presidente da companhia, afirmou que as atualizações serão liberadas de forma contínua, ao longo de todo o ano.
A estratégia adotada pela Microsoft segue o modelo recente de distribuição contínua de recursos. As novidades devem chegar primeiro por meio de atualizações opcionais, liberadas no fim de cada mês, e posteriormente incorporadas às versões obrigatórias do chamado Patch Tuesday, tradicionalmente disponibilizadas na segunda terça-feira de cada mês.
Entre as principais mudanças previstas está a redução do consumo de recursos do sistema, com menor uso de memória (RAM), processamento (CPU) e capacidade gráfica (GPU). A empresa também promete tornar o sistema mais responsivo, especialmente em tarefas mais pesadas.
Outro destaque é a ampliação das opções de personalização. Uma das funções mais aguardadas pelos usuários é a possibilidade de reposicionar a barra de tarefas para o topo ou laterais da tela — recurso presente em versões anteriores do Windows e ausente no Windows 11 até agora.
Além disso, a Microsoft pretende reduzir a presença do Copilot dentro dos aplicativos nativos, atendendo a críticas de usuários que consideram o excesso de integração com inteligência artificial desnecessário em determinadas funções.
A empresa também anunciou melhorias estruturais, como a migração de elementos da interface para o WinUI3, tecnologia que promete maior fluidez e estabilidade. Entre outras mudanças estão a criação de um modo compacto para a barra de tarefas, simplificação do processo de configuração inicial e redução de falhas no sistema.
As atualizações fazem parte de um esforço mais amplo da Microsoft para ajustar o Windows 11 às demandas de desempenho e usabilidade apontadas pela comunidade. Embora ainda em fase inicial de testes, a expectativa é que as melhorias sejam implementadas de forma progressiva ao longo de 2026.























