O 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a entrega de medicamentos ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), custodiado na Papudinha, conta com o apoio eventual de um detento do regime semiaberto, designado para a função como forma de remição de pena.
A informação consta em ofício encaminhado nessa quarta-feira (28) ao ministro Alexandre de Moraes. Segundo o documento, a distribuição dos remédios é conduzida pela Seção de Cadastro da unidade e segue um procedimento padronizado e supervisionado por policiais. O texto ressalta que o apoio do preso ocorre exclusivamente para essa finalidade e dentro das normas de controle da instituição.
“A atividade de distribuição de medicamentos ao custodiado Jair Messias Bolsonaro é realizada pela Seção de Cadastro da unidade, com o auxílio eventual de custodiado do regime semiaberto devidamente classificado e designado exclusivamente para essa finalidade, como forma de remição de pena”, diz o ofício.
No mesmo documento, a corporação encaminha solicitações relacionadas à rotina de Bolsonaro na penitenciária. Entre elas, está o pedido para que as visitas ao ex-presidente ocorram aos sábados, diferentemente das quartas e quintas-feiras, dias previstos nas regras gerais da unidade. Também há solicitação para que ele possa realizar caminhadas em um campo de futebol localizado nos fundos do complexo prisional e participar das atividades de assistência religiosa junto aos demais detentos.
Bolsonaro estava custodiado na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, quando sofreu uma queda e bateu a cabeça em um móvel. Após atendimento inicial no local, ele foi encaminhado ao hospital DF Star. Em seguida ao episódio, o ministro Alexandre de Moraes determinou a transferência do ex-presidente para a Penitenciária da Papuda, conhecida como “Papudinha”.
CONDIÇÕES DE SAÚDE
De acordo com o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, Bolsonaro enfrenta problemas de saúde como condições cardiovasculares, refluxo gastroesofágico, hipertensão, apneia do sono e histórico de câncer de pele. A família também relembra que o estado de saúde foi impactado pela facada sofrida durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG), em 2018. O autor do ataque, Adélio Bispo, permanece preso.
Aos 70 anos, Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão. O texto do ofício menciona que, caso o Congresso Nacional derrube o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao projeto de lei da dosimetria, a condenação pode ser revista, com eventual redução para dois anos e quatro meses.























