O ex-jogador de basquete Oscar Schmidt morreu na tarde desta sexta-feira (17), aos 68 anos, em São Paulo. Considerado um dos maiores nomes do esporte mundial, ele estava internado no Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, em Santana do Parnaíba, após apresentar um mal-estar no mesmo dia. A causa da morte não foi divulgada até o momento.
Informações sobre velório e sepultamento ainda não haviam sido confirmadas até a última atualização desta reportagem.
Conhecido como “Mão Santa”, Oscar enfrentou problemas de saúde nos últimos anos. Em 2011, foi diagnosticado com câncer no cérebro e passou por uma série de tratamentos. Mais de uma década depois, em 2022, declarou publicamente que havia interrompido a quimioterapia após considerar-se curado da doença.
Nascido em Natal, no Rio Grande do Norte, em 16 de fevereiro de 1958, o ex-atleta construiu uma trajetória histórica dentro das quadras. Ao longo de 26 anos de carreira profissional, acumulou 49.973 pontos — marca que o manteve, por décadas, como o maior pontuador da história do basquete mundial, até ser superado por LeBron James.
Além do recorde geral, Oscar também se destacou como o maior cestinha da história dos Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos somados em participações pela seleção brasileira. Sua carreira ficou marcada não apenas pelos números expressivos, mas também por decisões que reforçaram sua ligação com o país.
Selecionado no Draft da NBA de 1984 pelo New Jersey Nets, o jogador optou por não atuar na liga norte-americana. À época, a participação de atletas da NBA em seleções nacionais era proibida, e Oscar preferiu manter o status que lhe permitia defender o Brasil em competições internacionais.
O auge de sua pontuação ocorreu em 2001, quando, ainda em atividade, superou a marca de Kareem Abdul-Jabbar e assumiu o posto de maior pontuador da história do basquete. Ao encerrar a carreira, havia registrado mais de 42 mil pontos por clubes e quase 8 mil com a camisa da seleção.
O reconhecimento internacional veio com a inclusão em diferentes halls da fama. Em 2010, passou a integrar o Hall da Fama da Federação Internacional de Basquete (FIBA). Três anos depois, foi homenageado também pelo Naismith Memorial Basketball Hall of Fame, nos Estados Unidos, uma das maiores honrarias do esporte. Em 2016, recebeu ainda a distinção do Hall da Fama do basquete italiano.
Após pendurar as chuteiras, Oscar também teve passagem pela vida pública. Em 1997, assumiu a Secretaria de Esportes, Lazer e Recreação de São Paulo durante a gestão do então prefeito Celso Pitta.
A morte de Oscar Schmidt encerra a trajetória de um dos maiores nomes do esporte brasileiro, cuja carreira ultrapassou fronteiras e marcou gerações dentro e fora das quadras.























