As instituições financeiras do Brasil registraram um lucro líquido de 45,8 bilhões de dólares em 2025, de acordo com levantamento da Federação Latino-americana de Bancos (Felaban). O resultado representa um crescimento de 34% em relação ao ano anterior e supera a soma dos ganhos obtidos por bancos em 15 outros países da América Latina.
O patamar alcançado pelo setor bancário nacional em 2025 corresponde ao dobro da verba prevista pelo governo federal para a área da Educação no mesmo período. No ranking regional de rentabilidade, o Brasil lidera com folga, seguido por México, com 17 bilhões de dólares, Chile, com 5,8 bilhões, Peru, com 4,2 bilhões, e Colômbia, com 3,8 bilhões.
Analistas do mercado atribuem o volume recorde a dois fatores estruturais do cenário econômico brasileiro: a manutenção da taxa de juros básica em 14,25% ao ano e o alto nível de concentração bancária, no qual as cinco maiores instituições financeiras detêm cerca de dois terços de todo o mercado nacional.
A Rentabilidade sobre o Patrimônio Líquido (ROE) dos bancos brasileiros atingiu 16,7% no período, o nível mais elevado registrado desde a pandemia de covid-19. Além disso, dados do Instituto Internacional de Finanças (IIF) indicam que as margens de lucro no ecossistema financeiro latino-americano ficaram acima da média observada em outros países emergentes. O tema deve figurar entre os debates econômicos nas próximas eleições.























