Um grupo de 13 ministros aposentados do Supremo Tribunal Federal (STF) enviou, na segunda-feira, uma carta ao presidente da Corte, Edson Fachin. O documento solicita a convocação imediata de uma sessão pública para investigar rigorosamente os recentes episódios de tensão interna, com o objetivo de proteger a autoridade da instituição e garantir a estabilidade democrática do país.
Embora o ofício não mencione nomes específicos de magistrados, o alerta ocorre em meio a um embate público entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. Os signatários da carta manifestam confiança na liderança de Fachin, mas ressaltam que a exposição dos atritos compromete a confiança da sociedade na Corte. Entre os ex-ministros que apoiam o pedido estão figuras históricas como Joaquim Barbosa, Rosa Weber, Nelson Jobim, Carlos Velloso e Celso de Mello.
Após a entrega do documento, Celso de Mello divulgou um texto complementar para aprofundar suas considerações. O ex-ministro defendeu a necessidade de impedir que condutas ilícitas ou eticamente questionáveis manchem a imagem do Supremo. Ele também pontuou que nenhuma autoridade pode usar o peso de seu cargo para escapar do escrutínio público e agir acima da legislação.
A atual crise institucional ganhou força na última semana, quando Alexandre de Moraes pediu uma investigação contra André Mendonça. O requerimento apontava supostos indícios de crimes na condução de inquéritos ligados ao escândalo do banco Master. O movimento ocorreu dois dias após Mendonça derrubar o sigilo de um relatório da Polícia Federal (PF), que revelava trocas de mensagens entre Moraes e Daniel Vorcaro, proprietário da instituição financeira.
Diante do conflito, Edson Fachin pronunciou-se na sexta-feira, assegurando que o tribunal dará uma resposta firme, mas respeitando o devido processo legal e evitando precipitações. Como primeira ação concreta, o presidente do STF determinou prazos para que Moraes e Mendonça apresentem suas manifestações. Além disso, convocou o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, que foram citados no material investigado, para prestarem esclarecimentos oficiais.























