Principais agremiações do futebol do eixo Rio-São Paulo decidiram não participar de uma reunião convocada pelo governo federal para esta terça-feira (29) com o objetivo de discutir a medida provisória que proibiu as casas de apostas esportivas virtuais no país. O encontro contaria com a presença de integrantes dos ministérios do Esporte, Planejamento, Fazenda e Casa Civil, mas sem a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A agenda foi articulada pelo Palácio do Planalto após forte repercussão negativa no meio esportivo provocada pela assinatura do texto na última sexta-feira (25). Conforme divulgado pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, dirigentes temem que a reunião seja utilizada com finalidades eleitoreiras, cenário agravado pela ausência confirmada do chefe do Executivo.
O impacto financeiro imediato atinge diretamente os times de maior apelo popular. O Flamengo calcula perdas potenciais de até R$ 400 milhões decorrentes do encerramento forçado das parcerias comerciais. Já o Corinthians projeta um desfalque ainda mais expressivo em suas receitas, estimado em R$ 500 milhões.
Em manifestação pública nesta segunda-feira (28), o presidente Lula contestou as projeções do setor e argumentou que a proibição não compromete a estrutura do esporte. Segundo o mandatário, os grandes momentos do futebol nacional ocorreram antes da introdução desses contratos. O presidente declarou também que os patrocínios de apostas equivalem a 7% do orçamento médio dos clubes e cabe aos dirigentes buscar novas alternativas de receita para cobrir essa lacuna.























