O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, criticou neste domingo (30) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) devido a declarações sobre os profissionais da limpeza urbana. A polêmica começou no sábado (29), quando o petista afirmou em um evento de campanha em Belo Horizonte (MG) que a ocupação de gari é uma atividade “muito pobre” e restrita a quem não teve oportunidades de estudo, gerando imediata reação do parlamentar da oposição nas redes sociais.
Durante seu discurso na capital mineira, o chefe do Executivo declarou que recolher lixo não seria uma profissão que desperta orgulho se comparada a carreiras como engenharia ou medicina. Na ocasião, o petista também justificou sua fala argumentando que trabalhadores desse setor costumam ser tratados com invisibilidade pela sociedade em seu cotidiano.
Em resposta publicada na rede social X, o senador rebateu as associações feitas pelo presidente. Ele argumentou que o esforço de quem acorda de madrugada e enfrenta o clima para sustentar a família não tem relação com falta de prosperidade. Para o parlamentar, o labor honesto garante dignidade e deve ser celebrado, classificando o pensamento do líder petista como o verdadeiro símbolo de pobreza.
Na mesma postagem, o representante do Partido Liberal aproveitou a oportunidade para mencionar a família do adversário político. Ele contrastou a honradez das mãos calejadas dos lixeiros com as suspeitas de corrupção envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Flávio relembrou as acusações de que o filho do presidente teria sido beneficiado por propinas oriundas de fraudes contra aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A manifestação foi concluída com uma cobrança direta por valorização da categoria. Flávio destacou que não há vergonha alguma em atuar na limpeza pública, pontuando que o equívoco está na postura de um mandatário que tenta desmerecer o ofício diário e fundamental de milhões de brasileiros.























