A dívida pública do Brasil alcançou R$ 10,8 trilhões em junho de 2026, o equivalente a 81,9% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados oficiais divulgados pelo Banco Central. O indicador representa o maior percentual registrado desde abril de 2021, período marcado pelo auge da pandemia de Covid-19.
O avanço do endividamento foi fortemente pressionado pela alta acumulada nas despesas com juros. Desde o início do atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em janeiro de 2023, a relação entre a dívida e o PIB registrou uma elevação de 10,2 pontos percentuais. As estatísticas consolidadas pelo Banco Central englobam as contas dos governos federal, estaduais e municipais, além do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A dívida líquida do setor público, que desconstrói os créditos que o Estado possui a receber, também manteve trajetória ascendente e fechou o período em R$ 9 trilhões, o correspondente a 68,5% do PIB. O aumento dos gastos com encargos financeiros contribuiu para a formação de um déficit consolidado de R$ 1,3 trilhão nas contas públicas nacionais.
No âmbito federal, os registros apontam um déficit primário de R$ 47,2 bilhões referente ao mês de junho. No acumulado de 12 meses, o saldo negativo da União atingiu R$ 139,7 bilhões, divergindo do desempenho dos estados, que mantiveram um superávit conjunto de R$ 22,1 bilhões acumulado desde o início do ano.
O cenário fiscal recente também contempla movimentações orçamentárias do Executivo federal, com o desbloqueio de R$ 5,7 bilhões em recursos — quantia que viabilizou R$ 1,2 bilhão para emendas parlamentares —, enquanto permaneceu um contingenciamento de R$ 1 bilhão voltado ao setor da saúde. A proporção dívida-PIB é acompanhada pelo mercado como indicador de solvência e risco financeiro do país.























