O empresário Luciano Hang, proprietário da rede de lojas de departamentos Havan, avalia a possibilidade de expandir as operações comerciais do grupo para o mercado do Paraguai. A decisão de estudar a internacionalização da marca ocorre após contatos diretos realizados por representantes do governo do país vizinho, incluindo o presidente da República, Santiago Peña, e o ministro da Indústria e Comércio, Javier Giménez, que formalizaram o interesse em receber novos investimentos da varejista brasileira.
De acordo com o histórico das negociações institucionais entre a empresa e o governo paraguaio, a primeira sondagem oficial ocorreu há alguns anos, conduzida pelo então presidente Horacio Cartes. Naquela ocasião, as conversas não avançaram para a implementação de unidades fabris ou comerciais porque a estratégia de negócios da corporação mantinha foco exclusivo na consolidação do mercado nacional. A renovação recente do convite, liderada pela atual gestão de Santiago Peña, motivou o empresário a agendar uma visita técnica presencial para analisar as regras locais de mercado.
Dados divulgados pelo setor de desenvolvimento da rede apontam que mais de 250 empresários de origem brasileira, incluindo indústrias que atuam na cadeia de fornecimento direto de produtos para as lojas da marca, transferiram ou abriram filiais produtivas em território paraguaio recentemente.
O mapeamento comercial feito pela iniciativa privada indica que a migração de capital corporativo para o país vizinho é motivada por fatores estruturais específicos do mercado interno paraguaio, que oferece simplificação de processos burocráticos e um sistema tributário de menor impacto sobre o custo de produção de bens de consumo.
Caso os estudos de viabilidade técnica e logística deem parecer favorável ao projeto de investimentos, a implantação de filiais em cidades paraguaias representará o primeiro ponto de atendimento da rede fora do território brasileiro. A empresa conta atualmente com dezenas de lojas de departamentos em funcionamento nas principais regiões do Brasil, centralizando as atividades administrativas e logísticas no estado de Santa Catarina. O cronograma de visitas e a análise detalhada dos incentivos fiscais oferecidos pelo Ministério da Indústria e Comércio do Paraguai devem determinar o modelo da futura operação internacional.























