O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito para a Presidência da República neste domingo (25), ao superar Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição. A confirmação matemática do resultado ocorreu às 21h09, momento em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrava 97,69% das seções apuradas em todo o país.
Com essa vitória, o petista assegura seu quarto período como chefe do Poder Executivo federal. Ele governou o país de 2003 a 2010 e retornou ao Palácio do Planalto no pleito de 2022. O novo mandato terá início em 5 de janeiro de 2027 e se estenderá até 2031.
O próximo governo, contudo, atuará diante de um Congresso Nacional com maior representação de siglas de direita. Na Câmara dos Deputados, o Partido Liberal (PL) conquistou 121 cadeiras e assumirá a liderança em tamanho de bancada, enquanto a federação integrada por PT, PCdoB e PV elegeu 88 parlamentares. No Senado Federal, o PL contará com 28 das 81 vagas, contra nove representantes do PT, o que exigirá a articulação de acordos fora da base aliada para a votação de projetos e mudanças na Constituição.
Além do cenário legislativo, Lula poderá efetuar até quatro nomeações para o Supremo Tribunal Federal (STF). Três vagas serão abertas em decorrência da aposentadoria compulsória dos ministros Luiz Fux, em abril de 2028; Cármen Lúcia, em abril de 2029; e Gilmar Mendes, em dezembro de 2030. Há também o posto vago desde 2025, após a saída de Luís Roberto Barroso; caso essa cadeira não seja preenchida até o fim de 2026, caberá ao presidente indicar o substituto. Cada indicação necessita do voto favorável de no mínimo 41 senadores para aprovação.























