O registro de 23 casos de sarampo no estado de São Paulo em 2026 levou autoridades e especialistas de saúde a reforçarem as orientações para quem planeja viajar à região. O Ministério da Saúde ampliou a recomendação para que pessoas de seis meses a 59 anos que circulem pela capital paulista, Guarulhos ou São Bernardo do Campo recebam o imunizante caso não estejam devidamente protegidas, mesmo residindo em outras localidades.
A presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Mônica Levi, pontuou que a estratégia foca nas áreas com transmissão ativa para evitar novos adoecimentos e conter a disseminação da doença para outros estados. Para moradores de Minas Gerais que pretendem visitar as cidades paulistas com surto, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) recomenda a conferência prévia da caderneta de vacinação, com a aplicação de doses pendentes preferencialmente ao menos 15 dias antes do embarque, garantindo tempo hábil para a resposta imunológica.
A vacina tríplice viral — que protege contra sarampo, caxumba e rubéola — integra a rotina do Sistema Único de Saúde (SUS). O calendário básico prevê duas doses para crianças (aos 12 e 15 meses) e para a faixa etária de 12 meses a 29 anos sem histórico comprovado. Entre 30 e 59 anos, a comprovação de uma dose única é considerada suficiente. Pessoas com o esquema completo para sua idade não necessitam de revacinação. Já maiores de 60 anos não integram a rotina porque a maioria já teve contato com o vírus, embora possam buscar imunização na rede privada se expostos a casos suspeitos. O imunizante é contraindicado para imunossuprimidos.
A preocupação com o deslocamento de viajantes se deve à elevada transmissibilidade do vírus, que passa por vias respiratórias e pode permanecer no ar por até duas horas em locais fechados. Além disso, a transmissão ocorre cerca de seis dias antes do surgimento das manchas vermelhas e até quatro dias depois. O sarampo inicia-se com sintomas como febre alta, tosse seca, coriza e conjuntivite, podendo evoluir para quadros graves, incluindo pneumonia e encefalite.























