Por: Mário Plaka (*)
Somos milhões de brasileiros que acordam cedo, trabalham, produzem e consomem. Somos nós que compramos o pãozinho na padaria, passamos no açougue, pagamos as contas de água, de luz e de internet. Somos nós que pagamos o aluguel, a prestação da casa, o financiamento do carro e, muitas vezes, até aquele eletrodoméstico comprado em dezenas de parcelas.
Somos nós que movimentamos a economia.
Somos garis, pedreiros, serventes, engenheiros, professores, agricultores, comerciantes, motoristas, profissionais liberais e trabalhadores autônomos. Somos o pequeno empreendedor que abre a porta do seu comércio todos os dias, mesmo sem saber se, no fim do mês, conseguirá pagar todas as contas.
Somos o trabalhador que passa oito, dez ou doze horas de pé, esperando um cliente entrar.
Somos o homem do campo que planta, colhe e produz o alimento que chega à mesa de todos — inclusive daqueles que vivem nos grandes edifícios dos centros financeiros e acreditam que podem decidir os rumos do país olhando apenas para gráficos, índices e números.
A economia de um país não se resume às bolsas de valores.
Antes de chegar à Faria Lima, o dinheiro passa pelas mãos do povo. Passa pela padaria, pelo supermercado, pelo açougue, pela oficina, pela farmácia, pelo salão de beleza, pelo pequeno comércio e pela feira livre.
É o dinheiro do trabalhador que sustenta milhões de negócios. É o trabalho do brasileiro comum que mantém o Brasil de pé.
Por isso, nenhum centro financeiro pode imaginar que está acima do povo brasileiro. Nenhum grupo econômico, político ou financeiro pode acreditar que tem o direito de ditar, sozinho, os destinos de uma nação inteira.
O Brasil não pertence à Faria Lima. O Brasil pertence ao seu povo.
E é preciso que todos compreendam uma coisa: quando o trabalhador perde poder de compra, o comércio sente. Quando o pequeno empreendedor fecha as portas, a economia sofre. Quando o agricultor não consegue produzir, a mesa fica mais cara. Quando o brasileiro perde a esperança, o país inteiro perde junto.
Não subestimem a força do povo brasileiro. Não brinquem com quem trabalha. Não desprezem quem produz.
Não se afastem daqueles que carregam este país nas costas. Porque, no fim das contas, a maior força econômica do Brasil não está em um prédio, em uma bolsa de valores ou em um escritório luxuoso. Ela está nas mãos de milhões de brasileiros que trabalham todos os dias.
É o povo que produz. É o povo que consome. É o povo que paga. É o povo que sustenta. E é o povo que, no fim, decide o futuro desta nação.
Que ninguém se esqueça disso: o Brasil não é de poucos.
O Brasil é de todos nós.

























