Por Mário Plaka (*)
Confundir assistência social com assistencialismo é uma fraude. A primeira é ponte; o segundo, prisão. O que se implantou no Brasil em nome da proteção social não passa de dependência programada: um modelo que enfraquece o cidadão, destrói a base produtiva e transforma o Estado em dono da vida das pessoas. Quem trabalha, produz, investe e sustenta o país é tratado como criminoso, enquanto quem rouba o erário, muitas vezes de forma comprovada, é protegido pelo sistema.
A CPMI do INSS escancarou essa realidade. Políticos, dirigentes e intermediários desviaram recursos de aposentados e pensionistas — gente que trabalhou a vida inteira — e, até agora, quase ninguém pagou a conta. Roubaram de quem não pode reagir, de quem depende daquele benefício para sobreviver. E não se trata de um caso isolado.
O escândalo do Banco Master é outro exemplo. Basta observar quem está envolvido, quem foi protegido e quem continua solto e influente. O padrão se repete: conexões políticas, silêncio institucional e ausência de consequências reais.
O Banco do Brasil deixou de ser gigante; Caixa Econômica e Correios seguem o mesmo caminho. Estatais aparelhadas, cheias de sindicalistas e “companheiros”, onde o comando limpa o cofre e o trabalhador fica com o prejuízo. Nesse sistema, o parasitismo é exaltado, o mérito é atacado e o esforço é criminalizado.
Chegamos ao ponto central, sem rodeios: nada disso muda sozinho, nem com mera reclamação. A responsabilidade é sua, é minha, é nossa. Ou ocupamos todos os espaços e mudamos o jogo, ou continuaremos financiando quem nos rouba. Não existe mais neutralidade: quem se omite sustenta o sistema.
A escolha é feita todos os dias. Ou você muda de posição, ou continuará pagando a conta.























