Por Mário Plaka (*)
Uma semana após a sua morte, o que mudou na vida da sua namorada?
Um mês depois, o que permaneceu?
Um ano depois, o que ainda restou de você?
E, na vida da sua esposa, o que mudou um dia, um mês, um ano, dois anos ou dez anos após a sua partida?
E seus irmãos? Seus filhos? Seus netos?
O que ainda lembram de você?
E seus colegas de trabalho? Aquela empresa à qual você entregou sangue, suor e dedicação? Quantas horas extras fez? Quantas vezes deixou a família almoçando sozinha para atender a uma emergência?
Você se foi. Agora, outro ocupa o seu lugar. A engrenagem continua girando.
Será que ainda recordam o seu sorriso? O seu abraço? As palavras de incentivo? As discussões que nasceram apenas porque você queria proteger quem amava?
Será que alguém ainda se lembra da música de que você gostava, das histórias que contava ou da forma como estendia a mão quando alguém precisava?
Com o passar do tempo, as fotografias desbotam. Os objetos desaparecem. As lembranças tornam-se cada vez mais raras. A vida segue o seu curso.
Ela sempre segue.
Você acreditou que poderia carregar o mundo nos ombros para proteger quem amava. Gastou tempo, saúde, dinheiro e energia. Chorou, preocupou-se, abriu mão de sonhos e viveu para tantos.
Mas, depois de alguns anos, o que realmente permaneceu?
Quem foi você na memória daqueles por quem tanto lutou?
Esta reflexão não é um convite ao egoísmo. É um convite ao equilíbrio.
Não viva apenas para carregar os problemas do mundo nem para sacrificar a própria existência. Ame intensamente. Faça o bem. Cuide das pessoas. Mas não deixe de viver a sua própria vida.
Porque chegará um dia em que seus bens terão outros donos. Seus projetos terão terminado. Seu nome será citado cada vez menos. E, talvez, até a última fotografia desapareça.
A vida é passageira. Por isso, não desperdice o presente vivendo apenas para preocupações que o tempo, inevitavelmente, apagará.
Viva com propósito. Ame sem deixar de existir. Faça o bem enquanto há tempo, mas lembre-se de que a sua vida também merece ser vivida.
Pense nisso.
Enquanto você ainda pode escolher como viver hoje.

























