Por Mário Plaka (*)
O Brasil vive um momento perigoso — não pela falta de instituições, mas pela distorção delas.
O que assusta não é o erro. É o padrão.
E a pergunta precisa ser feita sem medo: Quando quem deveria proteger passa a agir contra o próprio povo?
Quando um médico destrói a saúde?
Quando o sistema permite filas intermináveis enquanto recursos são mal geridos. Quando a burocracia vale mais que a vida. Quando quem precisa de atendimento vira estatística, enquanto o cidadão comum sofre para ter o básico garantido.
Quando um advogado — ou o próprio sistema jurídico — destrói a justiça?
Quando decisões parecem ter lado. Quando a lei pesa diferente dependendo de quem está sendo julgado. Quando o cidadão perde a confiança de que todos são iguais perante a lei.
Quando a universidade destrói a educação?
Quando forma militantes em vez de profissionais. Quando o debate é substituído por imposição. Quando o aluno sai sem preparo prático, mas cheio de certezas ideológicas.
Quando a imprensa destrói a comunicação?
Quando escolhe o que mostrar — e o que esconder. Quando a narrativa vem antes do fato. Quando a população já não sabe mais em quem confiar, porque a informação virou disputa de versões.
Quando o sistema financeiro destrói a economia?
Quando o pequeno empreendedor não consegue respirar, sufocado por juros, impostos e falta de crédito real. Quando trabalhar muito já não garante crescer. Quando o sistema favorece poucos e empurra milhões para a estagnação.
E no meio disso tudo, o que vemos?
Escândalos que surgem e desaparecem rapidamente.
Investigações que avançam para alguns — e travam para outros.
Indignação seletiva.
Silêncio conveniente.
O povo assiste.
Paga impostos.
E continua esperando respostas que nunca chegam.
O problema não é falta de lei.
Não é falta de estrutura.
É falta de compromisso com a verdade e com a população.
O Brasil não está sendo destruído de uma vez.
Está sendo desgastado aos poucos — na confiança, na esperança e na justiça.
E esse é o tipo de destruição mais perigosa.
Porque ela é silenciosa.
Ela é lenta.
E, muitas vezes, aceita.
Mas chega um ponto em que a sociedade precisa decidir:
Vai continuar assistindo tudo isso como se fosse normal?
Ou vai começar a questionar, cobrar e se posicionar?
Porque nenhuma nação se sustenta quando o sistema se protege e o cidadão se cala.























