Enquanto empresas brasileiras ainda crescem usando modelos de gestão da década passada, a China já opera em outro patamar — com inteligência artificial aplicada à rotina, automação industrial em escala, estruturas enxutas e velocidade de execução que tornaram o país a segunda maior economia do mundo. O problema, segundo João Paulo Cardoso, fundador e CEO da Prudem, é que a maioria dos empresários brasileiros ainda não percebeu o tamanho dessa transformação em curso.
Para apresentar o que aprendeu em campo, Cardoso conduzirá o Seminário Modelo Empresarial Chinês em duas datas, com vagas limitadas a 50 empresários por cidade. Na próxima quarta, dia 10, acontecerá em João Monlevade. E, na quinta, dia 11, será realizado em Ipatinga.
O contexto do seminário coincide com mudanças aceleradas no mercado nacional. A recente derrubada da chamada Taxa das Blusinhas pelo governo federal expôs a vulnerabilidade do varejo brasileiro frente à indústria chinesa, que opera com custos significativamente menores, automação avançada e velocidade de entrega impossível para a maioria dos concorrentes nacionais.
Segundo pesquisa do Itaú Empresas (2024) com 1.001 líderes de pequenas e médias empresas brasileiras, 98% dos donos tomam decisões estratégicas sozinhos e 96% executam tarefas operacionais em até quatro áreas diferentes da empresa — sinal de que o empresariado brasileiro ainda opera com estruturas que não comportam a escala da nova economia.
“O empresário brasileiro que ainda acha que compete apenas com o concorrente da própria cidade está ficando para trás. A nova concorrência é global, tecnológica e operacional. Quem enxergar isso antes, sai na frente”, afirma João Paulo Cardoso.























