O empresário Elon Musk e o estrategista político norte-americano Steve Bannon colocaram em dúvida o resultado da disputa presidencial no Brasil, que terminou com a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. Em postagens nas redes sociais, o dono da plataforma X afirmou que os números não fazem sentido, enquanto o ex-assessor de Donald Trump declarou que a votação teria sido fraudada.
Ao se manifestar para seus mais de 240 milhões de seguidores, Elon Musk compartilhou uma postagem produzida por um apoiador de Trump que classificava a virada eleitoral como improvável. A tese divulgada sustentava que os candidatos derrotados no primeiro turno reuniram 9,33 milhões de votos. Contudo, a estimativa compartilhada pelo bilionário desconsiderou o acréscimo de quase 5 milhões de sufrágios na etapa decisiva, impulsionado pela redução da abstenção em 3 milhões de participantes e pela queda de 1,8 milhão em votos brancos e nulos.
As contestações de figuras estrangeiras reacendem o debate sobre a atuação das plataformas digitais e o risco de ingerência externa na política brasileira. Dias antes, o proprietário do X já havia comentado com surpresa um gráfico da plataforma de apostas Polymarket que apontava vantagem de 58% para o senador Flávio Bolsonaro frente a 42% de Lula. O empresário também acumula histórico de atritos com o Judiciário brasileiro, tendo acusado anteriormente o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, de interferência política.
No mesmo tom crítico, Steve Bannon utilizou a rede social GETTR para propagar acusações de que o pleito foi fraudado. Entre as publicações divulgadas pelo articulista da ala conservadora norte-americana, constam um texto jornalístico sobre debates jurídicos em torno do horário de votação e o pronunciamento emitido por Flávio Bolsonaro após o anúncio da derrota.























