O tráfego diário de embarcações pelo Estreito de Ormuz registrou uma queda drástica na última segunda-feira (20), quando apenas nove navios cruzaram a passagem marítima. O recuo expressivo no fluxo comercial ocorre em meio ao agravamento das tensões militares e ao colapso das conversações diplomáticas entre os Estados Unidos e o Irã, ameaçando o transporte global de combustíveis em uma das rotas mais estratégicas do planeta.
Informações de monitoramento da plataforma MarineTraffic indicam que somente sete navios de carga ingressaram no Golfo Pérsico ao longo do dia, enquanto um navio-tanque e outra embarcação de carga fizeram o percurso inverso em direção ao Golfo de Omã. O volume contrasta severamente com o histórico da região registrado há cinco meses, período anterior ao início das hostilidades, quando cerca de 130 embarcações navegavam diariamente pelo canal, segundo dados da Biblioteca do Congresso americano.
A escalada nos confrontos e a troca frequente de ataques entre as forças americanas e iranianas aumentaram o risco para a navegação comercial. Em ofensivas recentes destinadas a demonstrar força e domínio sobre o corredor marítimo, o Irã atingiu diversos navios civis, o que levou petroleiros e cargueiros a evitarem a rota por razões de segurança.
Além dos riscos de ataques diretos, as tripulações enfrentam problemas operacionais provocados por interferências eletrônicas. A manipulação de sinais de GPS tem sido registrada continuamente na área, gerando dados falsos de localização que chegam a desviar as coordenadas reais das embarcações em dezenas de quilômetros. A alteração sistemática dos sistemas de navegação dificulta o rastreamento do tráfego e eleva o perigo de incidentes no mar.























