Um adolescente de 16 anos foi apreendido pela Polícia Civil em Ipatinga, no Vale do Aço, após publicar nas redes sociais um vídeo em que ameaçava realizar um ataque contra alunos de uma escola da cidade. A gravação, divulgada no TikTok, mostrava o jovem portando um simulacro de arma de fogo e mencionando disparos contra estudantes no momento de saída das aulas.
A publicação gerou alerta entre moradores e mobilizou rapidamente as autoridades. Segundo a polícia, o autor do vídeo foi identificado ainda nessa terça-feira (10), poucas horas após a postagem. Agentes foram até a residência do adolescente, onde localizaram e apreenderam o objeto utilizado na gravação.
Nas imagens que circularam na rede social, o jovem aparece caminhando nas proximidades de uma escola enquanto exibe o que aparenta ser uma arma e faz ameaças direcionadas aos alunos. O objeto, posteriormente identificado como um simulacro de pistola do modelo Glock, continha inscrições com mensagens de ódio contra grupos religiosos, entre eles judeus e muçulmanos.
A gravação provocou preocupação entre pais, estudantes e funcionários da instituição de ensino, levando à rápida atuação das forças de segurança.
APREENSÕES NA CASA DO ADOLESCENTE
Ao chegar à residência do jovem, os policiais foram recebidos pela mãe dele, que reconheceu o filho nas imagens divulgadas na internet e autorizou a entrada da equipe. O adolescente estava no local e admitiu ter gravado o vídeo.
Durante a ação, o simulacro de arma foi encontrado dentro da mochila do jovem. Também foram apreendidos um computador, além das roupas, luvas e botas usadas por ele na gravação.
Inicialmente, o adolescente afirmou aos policiais que o vídeo teria sido apenas uma “brincadeira”. Mesmo assim, ele foi apreendido e encaminhado para os procedimentos legais.
MEDIDAS PREVISTAS NO ECA
Por ser menor de idade, o caso será tratado conforme as normas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Nessas situações, adolescentes não recebem condenação criminal, mas podem ser submetidos a medidas socioeducativas, que incluem internação por até três anos em unidades destinadas a jovens em conflito com a lei.
Em cumprimento às regras de proteção previstas no estatuto, a identidade do adolescente e o nome da escola mencionada no vídeo não foram divulgados pelas autoridades.























