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Proteja sua família do Aedes aegypti e evite os riscos do verão

Médico da Fundação São Francisco Xavier alerta sobre alguns cuidados

Cid Miranda por Cid Miranda
13 de dezembro de 2024
em Sem Categoria
Tempo de Leitura: 4 minutos de leitura
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Proteja sua família do Aedes aegypti e evite os riscos do verão

Pedro Mendes, médico infectologista da Fundação São Francisco Xavier (Foto: Divulgação)

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O verão no Brasil, caracterizado pelo aumento das chuvas e das temperaturas, é o período mais crítico para a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya. Essas infecções virais, chamadas de arboviroses, representam uma ameaça à saúde pública, com impactos graves, especialmente em grupos vulneráveis.

Segundo o médico infectologista da Fundação São Francisco Xavier (FSFX), Pedro Mendes, é essencial adotar medidas de prevenção para evitar o contato com o mosquito e eliminar possíveis criadouros. “As arboviroses têm apresentado um avanço significativo nos últimos anos devido a fatores como saneamento básico precário, crescimento urbano desordenado e o aumento das temperaturas médias”, explica.


O ciclo de vida do Aedes aegypti é diretamente influenciado pelo clima. O período chuvoso, comum no verão, favorece o acúmulo de água limpa em ambientes urbanos, como pneus, caixas d’água e vasos de plantas, criando condições ideais para a reprodução do mosquito. “Além disso, o aumento das temperaturas médias acelera a replicação do vetor, aumentando sua presença em nosso ambiente e, consequentemente, o risco de transmissão das doenças. Em 2024, foram mais de 6,6 milhões casos suspeitos notificados”, afirma o infectologista.

Segundo o médico, evitar o contato com o mosquito é a principal estratégia para prevenir essas doenças. “Os repelentes são aliados importantes nesse processo. Produtos à base de icaridina, DEET e IR3535, aprovados pela Anvisa, são seguros para uso a partir dos dois anos de idade e para gestantes e lactantes, conforme orientações do fabricante. Os repelentes são recomendados para serem aplicados, sobretudo nas áreas expostas e não cobertas pelas vestimentas. É importante destacar também que produtos de uso oral e vitaminas não têm papel estabelecido como repelentes e não são reconhecidos e nem recomendados pela nossa agência de vigilância sanitária, a Anvisa”, orienta o infectologista.

Além disso, repelentes ambientais, como espirais e aparelhos elétricos registrados na Anvisa, podem ser usados para afastar os mosquitos. No entanto, o médico esclarece um mito muito comum. “Produtos naturais à base de citronela, andiroba ou cravo, como velas aromáticas, não possuem comprovação de eficácia e não são recomendados”, relata.

VACINAÇÃO CONTRA A DENGUE

Uma novidade importante no combate à dengue é a vacina Qdenga, licenciada pela Anvisa em2023 e com recomendação de bula para uso a partir dos 4 até os 60 anos, e administrada em esquema de duas doses com intervalo de três meses. “O Brasil, numa atitude pioneira, foi o primeiro país do mundo a disponibilizar esta vacina no sistema público de saúde para o público prioritário. Desde 2024, o Programa Nacional de Imunização disponibilizou essa vacina para crianças com idade entre 10 e 14 anos, com o esquema vacinal de duas doses com intervalo de três meses. Porém, devido à limitação na oferta do insumo, foram selecionadas algumas cidades prioritárias para essa vacinação. E, infelizmente, ainda não está amplamente disponível, mas já é uma atitude importante para evoluirmos para a mudança de cenário da arbovirose nos próximos anos”, explica o infectologista.

QUANDO PROCURAR AJUDA MÉDICA?

Embora transmitidas pelo mesmo mosquito, Dengue, Zika e Chikungunya apresentam características clínicas distintas. O reconhecimento precoce dos sintomas é fundamental:

– Dengue: Febre alta (38-40ºC), dores musculares, manchas vermelhas no corpo, dor atrás dos olhos, vômitos, sangramentos e queda de pressão arterial. Em casos graves, pode levar a complicações hemorrágicas e óbito.

– Zika: Febre baixa (geralmente abaixo de 38ºC), erupções cutâneas com coceira, conjuntivite não purulenta e inchaço leve nas articulações. Em gestantes, pode causar microcefalia no bebê.

– Chikungunya: Febre alta (acima de 38,5ºC), dores articulares intensas e inflamações nas juntas, que podem persistir por meses e, em casos raros, levar a complicações graves.

Grupos como crianças, gestantes, idosos e pessoas com doenças crônicas (cardíacas, renais e hematológicas) são mais propensos a apresentar formas graves dessas doenças e devem redobrar os cuidados.

De acordo com o profissional, mesmo com todas as medidas de prevenção, é importante saber quando buscar atendimento médico. “Os sinais de alerta incluem: sangramentos nas gengivas ou em outros locais, queda de pressão arterial, tontura, desmaios, dor abdominal intensa e persistente, e vômitos contínuos. Esses sintomas indicam formas graves de dengue ou complicações de outras arboviroses e requerem atendimento imediato”, alerta o profissional da FSFX.

Para Pedro Mendes, a luta contra o Aedes aegypti exige um esforço conjunto da população e do poder público. “Prevenir é mais simples e eficaz do que tratar as doenças e suas complicações. Com ações individuais e comunitárias, como eliminar criadouros, usar repelentes e aderir à vacinação, é possível proteger vidas e reduzir a sobrecarga nos serviços de saúde. Faça sua parte, cuide do seu ambiente, proteja sua família e compartilhe essas informações com sua comunidade. Juntos, podemos vencer a batalha contra as arboviroses”, pontua o médico.

FUNDAÇÃO SÃO FRANCISCO XAVIER

A Fundação São Francisco Xavier é uma entidade filantrópica que atua desde 1969 e conta com cerca de 6.000 colaboradores. Atualmente, administra duas unidades hospitalares, sendo o Hospital Márcio Cunha com cerca de 70% dos atendimentos pelo SUS, em Ipatinga, e o Hospital Municipal Carlos Chagas com 100% dos atendimentos pelo SUS, em Itabira (MG). As unidades hospitalares têm uma gestão marcada pela responsabilidade, pela oferta de atendimentos de excelência e pelas melhores práticas de segurança.

Além das unidades hospitalares, a Fundação é responsável por administrar a operadora de Planos de Saúde Usisaúde, que possui mais de 200 mil vidas, o Centro de Odontologia Integrada, que mantém os melhores indicadores de saúde bucal já divulgados no Brasil, e o Serviço de Segurança do Trabalho, Saúde Ocupacional e Meio Ambiente – Vita, que soma mais de 160 mil vidas sob sua gestão.

Na área educacional, o Colégio São Francisco Xavier, unidade precursora localizada em Ipatinga, é referência em Educação na região, com cerca de 3 mil alunos, da educação infantil à formação técnica.

Tag: Aedes aegyptiarbovirosesChikungunyadengueFundação São Francisco Xavierverão
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