Por Mário Plaka (*)
Há países no mundo que se escondem atrás de palavras bonitas. Chamam-se “Repúblicas Democráticas”, mas são controlados por mãos de ferro, sob o comando de um único partido, um único pensamento, uma única voz autorizada. Regimes onde a democracia existe apenas no papel — Coreia do Norte, Laos, Vietnã, China — todos carregam a palavra “popular” ou “democrática”, mas nenhum carrega liberdade. A “democracia” deles serve como enfeite, fachada, maquiagem para esconder o autoritarismo.
E quando olhamos para o que está acontecendo no Brasil, por mais escura que seja a noite, ainda é claro demais para fingirmos que não estamos vendo. O discurso é de democracia, mas a prática é cada vez mais parecida com esses modelos onde a palavra democracia vira ferramenta, não valor; vira arma, não princípio; vira justificativa, não garantia de liberdade.
A imagem divulgada por Carlos Bolsonaro, mostrando a condição humilhante imposta ao ex-presidente Jair Bolsonaro, escancarou isso de vez. Ali não há justiça. Há exposição. Há vingança. Há espetáculo. Transformaram um ex-presidente — sem um único caso de corrupção comprovado — em troféu político. Um líder que, gostem ou não, governou sem enriquecer, enfrentou estruturas que drenavam dinheiro público, mexeu com aqueles que viviam de privilégios, de aparatos culturais milionários, de esquemas que se beneficiavam do Estado.
Esse foi o “erro” dele: mexer com os poderosos. E o sistema não perdoa quem mexe com ele.
O que estão fazendo não é só com ele — é com o Brasil. É com todos que ousam questionar. É com todos que ousam não se curvar. É uma mensagem clara: “Vejam o que fazemos com quem enfrenta o sistema”. Isso não é democracia. Isso é aviso.
E é isso que muitos comemoram. Mas eu Mário Plaka afirmo, quem se alegra com uma cena de humilhação dessa, perdeu a humanidade — ou entregou a alma ao próprio sistema que deseja dominar consciências. Porque quem luta por Deus, pátria, família, liberdade, trabalho e justiça, nunca foi amado por estruturas que vivem do oposto disso.
A história prova. Quem ousou falar a verdade foi queimado, preso, perseguido. Quem questionou estruturas consolidadas foi silenciado. O sistema mata quem o expõe. Isso não é novidade. É apenas repetição.
E quando figuras como José Dirceu — mentor da esquerda brasileira — abrem a boca para dizer que, se o PT perder a eleição, haverá “guerra civil”, não estão fazendo análise política. Estão praticando terrorismo psicológico. Estão amedrontando o povo, impondo o medo como ferramenta de controle. Isso, mais uma vez, é a tática dos regimes que se dizem democráticos, mas que na verdade operam com métodos de coerção.
O Brasil vive hoje a versão tropical da “democracia popular”: aquela onde direitos humanos defendem criminosos, mas ignoram vítimas; onde a lei pune seletivamente; onde o sistema protege os seus e destrói quem o desafia.
E, diante disso tudo, resta a pergunta: o que fazer?
Alguns dizem que é preciso ir às ruas. E isso é válido. Mas eu quer tocar no ponto central: a verdadeira resposta está nas urnas. Mesmo carregando nossas dúvidas, mesmo sabendo de nossas inseguranças, ainda é ali que o mundo observará qual é o Brasil que queremos. Se queremos uma democracia real — onde os direitos valem para todos — ou essa democracia relativizada, seletiva, condicionada, cheia de adjetivos que escondem o autoritarismo por trás de palavras bonitas.
O Brasil está diante de um espelho. E a pergunta é simples: queremos uma democracia verdadeira ou uma democracia de fachada?
Queremos urnas com voto impresso auditável, sem isso não é democracia.























