Por Mário Plaka (*)
Muitos se perguntam: “De onde veio Deus?” — mas essa questão parte de uma suposição equivocada. Ela tenta enquadrar o infinito dentro dos limites da criação. O Deus revelado nas Escrituras não está sujeito ao tempo, ao espaço nem à matéria, porque foi Ele quem os criou. Se dependesse dessas coisas, deixaria de ser Deus.
Logo no primeiro versículo da Bíblia está o mistério revelado: “No princípio, Deus criou os céus e a terra.” Ali estão contidos o tempo, o espaço e a matéria — surgindo juntos, em perfeita harmonia. Uma trindade de trindades: o tempo, dividido em passado, presente e futuro; o espaço, em comprimento, largura e altura; e a matéria, em sólido, líquido e gasoso.
Tudo interligado, tudo refletindo a perfeição de um Criador que está além daquilo que fez.
Deus não está dentro do universo como parte dele. Está acima, além — e, ao mesmo tempo, presente em tudo. Assim como o homem que cria um computador não vive dentro dele, Deus também não está preso às engrenagens do cosmos. Ele o sustenta, mas não é limitado por ele.
E se alguém afirma que o espiritual não pode agir sobre o material, como explicar o amor, o ódio, a esperança, a dor ou o perdão? Essas forças não se medem com réguas nem se pesam em balanças, mas movem o mundo. Se nossa mente fosse apenas um conjunto aleatório de reações químicas, como poderíamos confiar em qualquer pensamento? O simples fato de buscarmos sentido já revela que há algo — ou melhor, Alguém — maior do que nós mesmos.
Portanto, perguntar “de onde veio Deus” é olhar na direção errada. Deus não veio — Ele é. Existe antes do tempo, além do espaço e fora da matéria. É a origem de tudo o que existe, e ainda assim, se importa com cada detalhe da nossa vida.
Deus é o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim. O princípio, em Gênesis, é o início de toda a criação. O fim, em Apocalipse, é o grande encontro — quando cada ser humano estará diante do Criador. Para alguns, será o retorno ao lar; para outros, o encontro inevitável com Aquele que um dia disseram “não”.
A Palavra é clara: “Ficarão de fora…” — registra o Apocalipse. Fora da presença, fora da luz, fora da eternidade com Deus.
Há uma frase muito repetida por quem não reconhece plenamente o Deus Pai, o Deus Filho e o Deus Espírito Santo: “Todo caminho leva a Deus.”
E, de certo modo, é verdade. Todo caminho leva a Deus — porque um dia todos estaremos diante do Seu tribunal. Todas as religiões, todos os povos, todos os caminhos se encontrarão diante d’Ele.
Mas ali estará a diferença: entre os que serviram e os que rejeitaram, entre os que reconheceram Jesus como Senhor e os que fecharam o coração à salvação.
Só recebe o Espírito Santo quem reconhece Jesus como o Filho de Deus que veio resgatar o homem após a queda. E só caminha rumo à eternidade com o Pai quem aceita esse sacrifício e se deixa conduzir, convencer e transformar pelo Espírito.
Sim — todos os caminhos levam a Deus.
Mas somente um conduz à vida eterna:
Jesus Cristo, o caminho, a verdade e a vida.
Esse é o Deus que adoro: Criador, Redentor e Consolador.
O Deus que é, que era e que há de vir.
O Deus que não tem começo nem fim, mas que, por amor, nos convida a viver com Ele — para sempre.























