O lançamento do nome do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como possível candidato à Presidência em 2026 foi recebido internamente como um gesto estratégico do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A avaliação é do líder do PL na Câmara, deputado federal Sóstenes Cavalcante (RJ), que disse à CNN Brasil que a decisão funciona como uma resposta ao que o ex-chefe do Executivo considera falta de apoio do centrão.
Segundo o parlamentar, Bolsonaro “sentiu-se abandonado” por partidos desse bloco nas negociações recentes envolvendo a eleição das mesas diretoras da Câmara e do Senado. A indicação do filho ao Palácio do Planalto, afirma Sóstenes, seria uma forma de pressionar aliados e testar o grau de comprometimento da base. “Foi uma sacada de mestre e um teste de lealdade. Nós do PL não abandonaremos o ex-presidente”, declarou.
O movimento ocorre dias após Flávio Bolsonaro anunciar a intenção de entrar na disputa presidencial — declaração que, neste domingo (7), ele próprio relativizou ao admitir que pode “negociar” e até retirar a pré-candidatura.
Dentro do PL, a leitura é que o centrão não teria cumprido acordos firmados para a composição das cúpulas do Congresso, o que elevou a tensão entre as siglas. Dirigentes avaliam que o momento é oportuno para cobrar compromissos e reforçar a posição do partido nas negociações.
Sob a condução de Flávio, a bancada do PL também atua para ampliar o alcance de um projeto de anistia a condenados por atos antidemocráticos. A legenda pressiona por uma proposta mais abrangente do que o chamado “PL da Dosimetria”, apresentado pelo deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP).























