Declarações do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, criticando a atuação do ministro Alexandre de Moraes, voltaram a repercutir nas redes sociais. A nova onda de compartilhamentos ocorreu após a Polícia Federal realizar uma operação de busca e apreensão contra o ex-secretário de Segurança do Maranhão, Raimundo Cutrim, apontado como fonte do jornalista Luís Pablo.
O mandado de busca contra a fonte jornalística foi autorizado por Alexandre de Moraes na terça-feira (11). O alvo da ação é investigado por repassar informações sobre o uso de veículos oficiais por familiares do ministro Flávio Dino. O episódio reacendeu o debate sobre o sigilo de fonte e a atuação do STF.
Com a operação, uma entrevista concedida por Marco Aurélio Mello em julho de 2025 voltou a circular. No posicionamento resgatado, o ex-ministro contestou a competência da Corte para processar cidadãos sem foro privilegiado, argumentando que a legislação prevê o julgamento de ex-ocupantes de cargos públicos pela Justiça comum.
Além de questionar o alcance das investigações sobre ex-autoridades, o magistrado aposentado manifestou preocupação com decisões que considerou restritivas à liberdade de imprensa. Segundo a avaliação feita pelo ex-presidente do tribunal, medidas que impõem proibições de manifestação e restrições de diálogo geram desgaste para o Judiciário e se assemelham a mecanismos de censura prévia.























