O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, marcou uma reunião de emergência com os ministros André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli para conter o avanço das tensões internas que afetam as atividades do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O diálogo institucional foi convocado após formalização de queixas sobre sucessivas interferências de decisões monocráticas do Supremo sobre competências da Justiça Eleitoral. O desgaste também reflete atritos prévios no colegiado relacionados aos desdobramentos de investigações envolvendo o Banco Master.
A crise ganhou intensidade depois que o ministro Flávio Dino revogou, no domingo (27), uma liminar expedida por André Mendonça no TSE. A ordem suspensa havia determinado a remoção de postagens vinculando o candidato Flávio Bolsonaro a ofensas à imagem de Nossa Senhora Aparecida. Dino, que não faz parte da Corte Eleitoral, acolheu um pedido em processo antigo sob sua relatoria no STF sob a justificativa de garantir as liberdades religiosa e de manifestação.
A anulação gerou descontentamento na estrutura do órgão eleitoral, somando-se a outros pronunciamentos do STF que antecederam posicionamentos da Justiça Eleitoral em temas sensíveis de campanha, como medidas de Gilmar Mendes relativas ao Bolsa Família e de Alexandre de Moraes sobre agendas eleitorais.
Diante do cenário a poucos dias da votação, interlocutores levaram a Fachin preocupações sobre os impactos da instabilidade na administração das eleições, levantando discussões sobre o comando do tribunal caso a crise institucional avance.























