A Intelbras, uma das principais empresas de tecnologia brasileira, anunciou ontem quinta-feira (29) a demissão de um funcionário envolvido em uma polêmica nas redes sociais. O colaborador comentou sobre as filhas do senador Flávio Bolsonaro (PL), de 14 e 12 anos, utilizando a expressão “Protocolo Romanov”, o que gerou uma onda de críticas e questionamentos sobre a postura da empresa.
O incidente ocorreu na noite de quarta-feira (28), quando o funcionário respondeu a uma postagem de Flávio, que mostrava suas filhas. O post lembrava que, há três dias, as meninas estavam ansiosas pelo resultado da eleição, na qual o senador foi derrotado no segundo turno, realizado no domingo (25). O comentário do colaborador rapidamente se espalhou e foi amplamente compartilhado, levando usuários a questionar a Intelbras sobre a conduta do funcionário.
A expressão “Protocolo Romanov” refere-se ao trágico fuzilamento da família do último czar da Rússia, Nicolau II, em 1918, um evento marcado por intensa violência. O uso dessa referência em relação a crianças gerou indignação e levou a empresa a se manifestar publicamente.
O jovem, que tem quase 24 anos, era conhecido como profissional de desenvolvimento de produto na área de segurança eletrônica e se identificava como graduado pela Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul). Após a repercussão do caso, seu perfil foi removido da plataforma X, anteriormente conhecida como Twitter.
Além do comentário polêmico, usuários também resgataram uma postagem anterior do mesmo perfil, que pedia violência contra a família Bolsonaro, levando a plataforma a restringir sua visibilidade por violar normas contra discurso de ódio.
Em nota oficial, a Intelbras afirmou: “A Intelbras informa que o profissional envolvido em publicações recentes em redes sociais não integra mais o quadro de colaboradores da companhia. Reafirmamos nosso compromisso com a ética, o respeito e os princípios estabelecidos em nosso Código de Ética e Conduta.”
Após o ocorrido, mensagens atribuídas aos pais do funcionário foram divulgadas, nas quais eles expressam sua decepção e vergonha em relação ao comportamento do filho. O pai mencionou que a família estava disposta a dar uma última chance ao jovem para que ele aprendesse a ser uma pessoa de valor. A mãe, por sua vez, relatou ter aplicado uma disciplina severa. A veracidade dessas mensagens, no entanto, não foi confirmada.
O caso levanta questões sobre o uso de redes sociais e o impacto das palavras, especialmente quando se trata de figuras públicas e suas famílias.























