O senador Rogério Marinho (PL-RN) levantou preocupações sobre a integridade do sistema judiciário ao comentar sobre a investigação do caso Master. A afirmação surge após a divulgação de uma perícia no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, que revelou 999 itens supostamente alterados desde sua prisão.
Marinho, que foi coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, utilizou a plataforma X para expressar sua opinião sobre o ocorrido. Ele escreveu: “Cheiro de pizza no ar. Foi só passar as eleições e eles estão fazendo de tudo para liberar os amigos das consequências. É o sistema se protegendo. O próximo será o INSS? #PadrãoPT. Eles não decepcionam e nem perdem tempo”.
Perícia sob questionamento
A perícia em questão foi solicitada pela defesa de Vorcaro. Caso as modificações sejam validadas e afetem a autenticidade das evidências, isso poderá gerar discussões sobre a admissibilidade das provas no processo.
Na quarta-feira, 28, a Polícia Federal (PF) indiciou Vorcaro, seu sócio Costa e mais 13 pessoas no âmbito da investigação do caso Master. Eles são acusados de diversos crimes, incluindo lavagem de dinheiro, organização criminosa e gestão fraudulenta.
O banqueiro está detido desde março deste ano, cumprindo pena no presídio da Papudinha, localizado no Distrito Federal. A PF ressaltou em um documento que Vorcaro, na qualidade de controlador do Banco Master, estava no centro das decisões e se beneficiava economicamente das operações que visavam a liquidez da instituição.
Impacto financeiro significativo
A investigação da PF revelou um prejuízo estimado em R$ 2,7 bilhões. A corporação enfatizou que esse montante não se refere a uma estimativa meramente teórica, mas a perdas concretas já formalizadas e reconhecidas.
Diante desse cenário, as declarações de Marinho refletem um clima de desconfiança em relação ao tratamento dado ao caso e a possíveis desdobramentos que podem afetar outros envolvidos no escândalo.























