Uma mansão de 2.110 metros quadrados no Lago Sul, em Brasília, funcionava como base de reuniões e estadias para Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e a empresária Roberta Luchsinger. Os detalhes sobre o uso do espaço foram revelados a partir de relatos e registros anexados a um processo trabalhista movido por uma ex-funcionária do endereço, em meio às investigações da Polícia Federal que apuram suspeitas de tráfico de influência envolvendo ambos.
De acordo com os relatos da ex-empregada, o imóvel alugado não era utilizado como residência contínua, mas sim como ponto de apoio e local para receber visitantes em horários específicos. A rotina descrita aponta que encontros eram realizados no local e que Lulinha chegava a se hospedar na residência por períodos de até dois dias, com avisos prévios enviados pela empresária para a preparação dos quartos.
Mensagens e registros de comunicação integrados aos autos judiciais detalham o fluxo de hóspedes e a presença de interlocutores, incluindo ex-integrantes da administração federal. Os dados foram somados ao material sob análise das autoridades, que buscam esclarecer se o endereço serviu para articulações voltadas à intermediação de interesses privados junto a ministérios e órgãos públicos na capital federal.
A defesa de Lulinha declarou que a relação com Roberta Luchsinger é estritamente de amizade e que as visitas tinham caráter pessoal, negando qualquer envolvimento em reuniões de negócios conduzidas pela empresária ou em condutas irregulares. Roberta Luchsinger também nega a prática de qualquer ilícito e afirma que suas atividades profissionais respeitam a legislação.























