A Polícia Federal apura três tentativas frustradas de intermediar contratos milionários no Ministério da Saúde por pessoas apontadas como ligadas a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. As negociações sob análise totalizavam R$ 627 milhões e visavam o fornecimento de medicamentos e exames ao governo federal, mas nenhuma das propostas foi aprovada pelas instâncias técnicas da pasta.
As investigações apontam que a rede de articulação incluía o empresário apelidado de “Careca do INSS” e a lobista Roberta Luchsinger, que teriam proximidade com o filho do presidente. O grupo buscava firmar acordos para a venda de medicamentos à base de cannabis, testes rápidos para diagnóstico de dengue e outras arboviroses, além de tentar estabelecer parcerias produtivas envolvendo o laboratório estatal goiano Iquego.
De acordo com os relatórios da polícia, Lulinha e a lobista atuavam em uma forte “comunhão de interesses econômicos”. A investigação detalha que Roberta Luchsinger se apresentava aos interlocutores como representante direta de Fábio Luís para facilitar a abertura de portas no governo, buscando garantir comissões que chegariam a 20% sobre o valor das vendas.
Apesar das investidas, as tratativas esbarraram em obstáculos internos e não se concretizaram. As propostas de fornecimento em larga escala, especialmente as ligadas ao canabidiol, foram avaliadas e consideradas inviáveis pelos setores responsáveis pelas compras públicas.
Em manifestação sobre o caso, a defesa de Fábio Luís Lula da Silva refutou as suspeitas e negou qualquer tipo de irregularidade em sua atuação. O Ministério da Saúde, por sua vez, confirmou que as iniciativas comerciais do grupo não obtiveram encaminhamento técnico e foram descartadas.























