O senador Flávio Bolsonaro (PL) recusou formalmente a escolta da Polícia Federal para o período da campanha presidencial de 2026. Em vez da proteção oferecida pela corporação, o parlamentar decidiu manter sua segurança sob responsabilidade de profissionais contratados pelo Partido Liberal e da Polícia Legislativa do Senado.
Segundo a reportagem, a decisão foi motivada por uma avaliação feita por aliados do senador após o andamento das investigações relacionadas ao caso Banco Master. De acordo com pessoas próximas ao parlamentar, o vazamento de informações sigilosas envolvendo mensagens atribuídas a Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro reforçou, na visão do grupo político, a desconfiança em relação à atuação da Polícia Federal.
Nos bastidores, integrantes da equipe do senador afirmam que a principal preocupação é a possibilidade de exposição de informações estratégicas durante a campanha, como agendas de viagens, deslocamentos e outras informações relacionadas à pré-candidatura. Esse cenário teria levado à decisão de dispensar a escolta oficial oferecida pela corporação.
A proteção de Flávio Bolsonaro continuará sendo realizada pela Polícia Legislativa do Senado, estrutura responsável por sua segurança desde o início do mandato parlamentar, em 2019. Durante o período eleitoral, esse trabalho será complementado por agentes privados contratados pelo Partido Liberal.
Conforme informado na reportagem, a Polícia Federal apresentou aos partidos políticos um plano especial de segurança destinado aos candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026. A corporação informou que a atuação será conduzida com neutralidade institucional e que a Diretoria de Proteção à Pessoa ficará responsável pelo emprego de agentes especializados na segurança dos presidenciáveis que aceitarem a escolta oficial.
A informação sobre a recusa da escolta foi inicialmente publicada pelo jornal O Globo e posteriormente repercutida pelo portal ContraFatos.























