A produção industrial do Brasil registrou recuo de 1,8% em junho de 2026, acumulando o segundo mês consecutivo de retração. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por meio da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) e superaram as perdas projetadas pelo mercado financeiro, que previa um recuo médio de 0,7%.
Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o setor apresentou avanço de 1,7%, índice também abaixo das projeções dos analistas, que estimavam uma alta de 3% no período. O levantamento oficial apontou que o desempenho negativo em junho atingiu todas as quatro grandes categorias econômicas pesquisadas.
O segmento de bens de consumo semi e não duráveis teve o recuo mais acentuado, com queda de 4,1%, seguido por bens de consumo duráveis, que retraíram 3,2%. Já as produções de bens intermediários e de bens de capital registraram desaceleração de 1,1% cada.
A retração foi disseminada por 16 dos 25 ramos industriais avaliados pelo instituto. A maior pressão negativa partiu do setor de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com redução de 5,9%. O segmento de produtos químicos recuou 4,3%, enquanto a fabricação de alimentos registrou queda de 1,9%.
Em contrapartida, alguns segmentos apresentaram evolução positiva no mês. O setor de impressão e reprodução de gravações registrou expansão de 20,2%, o ramo de celulose, papel e produtos de papel subiu 5,4%, e a metalurgia teve alta de 1,4%. Apesar desses desempenhos, a trajetória geral do indicador permaneceu em queda.
Com os resultados apurados, o setor industrial fecha o primeiro semestre do ano com crescimento acumulado de 1,5%. No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em junho, a expansão da atividade fabril nacional ficou fixada em 0,7%.























