O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o Banco Central se abstivesse de cumprir medidas contra o Banco Master em 2025. A decisão judicial, que veio a público recentemente, levanta questionamentos sobre a atuação de integrantes do STF em assuntos que envolvem instituições financeiras sob a regulação do Estado. O caso ganha evidência em meio a uma série de investigações envolvendo o controlador do banco, Daniel Vorcaro.
O contexto que envolve o Banco Master é marcado por diversas denúncias. Entre elas, destaca-se a acusação de que o grupo de Vorcaro teria acessado sistemas restritos do Ministério Público Federal, da Polícia Federal e do Infoseg, criando uma suposta rede de espionagem.
Além disso, a Polícia Federal identificou o ministro Dias Toffoli como possível beneficiário de um fundo de R$ 35 milhões, que estaria ligado ao ex-banqueiro. Em outro desdobramento, tornou-se público um contrato entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa do ministro Alexandre de Moraes. Também há informações de que Vorcaro teria financiado viagens de servidores do Banco Central para Paris e para a Disney.
No âmbito político e judicial, o cenário segue movimentado. O ministro André Mendonça, atendendo a um pedido de Edson Fachin, derrubou o sigilo das investigações do Caso Master, liberando o acesso aos autos para todos os gabinetes do STF.
Paralelamente, o Partido dos Trabalhadores (PT) acionou a Suprema Corte solicitando o fim total do sigilo nas apurações sobre a instituição financeira. A sigla argumentou contra o que chamou de “vazamentos seletivos” de informações. A ordem de Toffoli ao Banco Central aprofunda o debate sobre possíveis interferências do Judiciário na atuação dos órgãos de controle e regulação do sistema financeiro.























