Por Mário Plaka (*)
O Brasil não enfrenta uma crise ocasional, mas sim uma crise permanente, planejada e sincronizada, como uma orquestra macabra em que cada instrumento entra no momento exato para confundir, cansar e desorientar o povo. Desde o primeiro governo do PT, passando por Dilma Rousseff, Michel Temer e chegando novamente ao atual governo Lula, o país foi empurrado para um estado de escândalo contínuo. Mensalão, Petrolão, Lava Jato, INSS, Banco Master, estatais saqueadas, fundos públicos dilapidados, ministérios contaminados, governadores, deputados, senadores, empresários, prefeitos e até o Judiciário: todos envolvidos em denúncias sucessivas. Nada é isolado, tudo é engrenagem.
Ministros transformam resorts em escritórios informais, despachando e articulando longe do olhar público. Esposas de autoridades recebem cifras milionárias de setores que ajudaram — e ainda ajudam — a destruir o país, enquanto seus maridos atuam como lobistas disfarçados de representantes do povo. Não se trata de descuido, mas de método.
Enquanto isso, o Brasil assiste a um espetáculo de inversão moral: pessoas condenadas por uma pichação com batom em uma estátua, pipoqueiros presos, vendedores de água tratados como criminosos, presos que morrem na cadeia com habeas corpus pronto para ser expedido, conselhos profissionais atacados por cumprirem sua função técnica. A lei virou instrumento político, a justiça tornou-se seletiva e a balança perdeu o equilíbrio.
Quando um escândalo ameaça crescer demais, outro surge imediatamente. Uma nova denúncia, uma nova crise, uma nova narrativa. CPIs e CPMIs se multiplicam, manchetes se sucedem, mas quase nada chega ao fim. O objetivo não é investigar, mas abafar, confundir e empurrar com a barriga. A imprensa, que deveria ser guardiã da verdade, em grande parte abdicou de sua missão: cala quando deveria denunciar, relativiza quando deveria confrontar, passa pano onde deveria expor. Perdeu a alma e tornou-se cúmplice do silêncio.
Quem paga essa conta é o povo brasileiro, o trabalhador que arca com impostos em tudo: luz cara, combustível caro, IPTU, IPVA, pedágio, estacionamento, taxas sobre taxas. Defender o trabalhador não pode ser sinônimo de taxar mais, apertar mais, perseguir mais. E soberania não pode significar entregar reservas naturais, menosprezar o povo e aplaudir ditadores mundo afora enquanto o brasileiro perde liberdade dentro de seu próprio país.
Essa sucessão de escândalos não é bagunça, é engenharia política para que nada avance e ninguém seja responsabilizado, garantindo que os mesmos permaneçam nos cargos estratégicos, livres para novas corrupções. Mas algo mudou: a cortina de fumaça já não funciona como antes. O que tentaram esconder virou caminhada; o que tentaram silenciar virou multidão. A imprensa não mostrou, mas o povo viu: centenas de milhares nas ruas, avançando até Brasília.
Esse movimento começou há anos, quando Bolsonaro ainda era deputado e ousou dizer que o Brasil podia ser melhor. Um sonho que carregava valores simples e universais — Deus, Pátria, Família, Liberdade, Trabalho e Justiça — e que foi criminalizado. Bolsonaro foi preso, muitos que defendem os mesmos valores foram perseguidos, mas a ideia não foi encarcerada. Ela continuou no jovem deputado Nikolas, que começou sozinho, continuou nas ruas e no povo que acordou.
O Brasil não pode aceitar viver eternamente anestesiado por essa sinfonia de corrupção. É hora de despertar, caminhar e ocupar pacificamente os espaços públicos, de forma consciente e firme. Um país só muda quando o povo deixa de assistir e começa a agir. Acorda, Brasil. O caminho já começou.























