Por Mário Plaka (*)
Ao longo da história, povos foram escravizados, dominados e subjugados não apenas pela força, mas também pelo controle emocional, pelo dinheiro, pelo medo, pelo status, pela posição social e, principalmente, pela manipulação da informação. Os controladores da massa raramente trabalham fazendo barulho. Muitas vezes, trabalham silenciosamente, moldando opiniões até que o indivíduo passe a defender ideias, pessoas e candidatos que sequer conhece de verdade.
No período eleitoral, isso fica ainda mais evidente: “É bom porque meu pastor ou meu padre falou. É bom porque meu líder indicou. É bom porque meu amigo, meu pai, minha mãe ou meu patrão disse.” Mas quem vai votar é você. A responsabilidade pela escolha também é sua. Se você não conhece a história, as atitudes e os interesses de quem pretende eleger, está entregando a outra pessoa o direito de decidir o seu futuro. Não existe cabresto apenas quando alguém puxa a corda; existe também quando alguém aceita caminhar sem perguntar para onde está indo.
O controle pode ser tão gradual que, quando o povo percebe, já perdeu a força para reagir. É como o conhecido exemplo do sapo na água que vai sendo aquecida lentamente: quando percebe o perigo, já não tem energia para saltar. Ou como os porcos que continuam confiando no tratador porque todos os dias recebem comida, sem perceber que, um a um, os mais gordos estão sendo retirados.
Povo que não pesquisa, não questiona e terceiriza sua consciência pode acabar defendendo justamente aqueles que o conduzem para o matadouro.
A morte social de um povo não acontece de uma vez. Ela acontece lentamente, enquanto a massa continua acreditando que está no controle.
Voto não tem preço. Voto tem consequência.























