Pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos-Ipec, divulgada ontem, 22 de junho de 2026, aponta que 56% dos brasileiros declaram não confiar no presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com o levantamento, o índice de entrevistados que afirmam confiar no chefe do Executivo é de 41%.
Os dados mostram estabilidade nesse indicador nos últimos nove meses. Anteriormente, nos meses de março e junho de 2025, o índice de desconfiança havia atingido o patamar de 58%.
Perfil dos entrevistados
O levantamento detalhou os índices de confiança e desconfiança de acordo com diferentes recortes demográficos, geográficos e socioeconômicos dos entrevistados.
A taxa de desconfiança em relação ao presidente é majoritária nos seguintes grupos:
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Avaliação da gestão: 98% entre os que avaliam negativamente o governo atual.
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Histórico de voto (2022): 92% entre os que votaram em Jair Bolsonaro e 78% entre os que votaram em branco ou nulo no segundo turno.
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Religião: 70% entre os evangélicos.
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Renda: 70% entre os que ganham mais de 5 salários mínimos e 64% entre os que recebem de 2 a 5 salários mínimos.
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Escolaridade: 64% entre os que possuem ensino superior e 62% entre os que concluíram o ensino médio.
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Região e Raça: 62% entre os moradores da região Sudeste e 62% entre os que se declaram brancos.
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Faixa etária: 63% entre jovens de 25 a 34 anos e 57% entre jovens de 16 a 24 anos.
Por outro lado, o índice de confiança no presidente apresenta maior concentração nos seguintes segmentos:
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Avaliação da gestão: 94% entre os que avaliam positivamente a gestão atual.
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Histórico de voto (2022): 80% entre os eleitores que votaram em Lula.
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Região: 60% entre os moradores da região Nordeste.
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Escolaridade: 57% entre os cidadãos com ensino fundamental.
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Renda: 53% entre os que recebem até 1 salário mínimo.
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Religião: 51% entre os católicos.
Metodologia
A pesquisa Ipsos-Ipec ouviu 2.000 pessoas entre os dias 13 e 17 de junho de 2026, por meio de entrevistas presenciais. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança do levantamento é de 95%. O estudo foi financiado com recursos próprios do instituto.



















