A presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Ipatinga, Marlene Silvestre, rechaçou as alegações do prefeito Gustavo Nunes de que a atual greve da categoria teria um pano de fundo político-partidário ou interesses em reeleição sindical. Ela demonstrou abertura para o diálogo
Em entrevista concedida à rádio Vox FM, a dirigente classificou a fala do chefe do Executivo como “infeliz” e reforçou que a paralisação é estritamente motivada pela defesa de direitos trabalhistas.
De acordo com Marlene Silvestre, o movimento foca exclusivamente na busca por melhores condições de trabalho e no diálogo sobre reajustes. A líder sindical destacou que a principal cobrança recai sobre promessas feitas pelo prefeito ainda durante a campanha eleitoral que não foram cumpridas, como a equiparação do vale-alimentação dos servidores municipais ao valor recebido pelos funcionários da Câmara Municipal.
A sindicalista também aproveitou o espaço na rádio para desmentir boatos sobre as exigências da categoria. Ela esclareceu que o pedido dos servidores não foi de um reajuste de 30% no vale-alimentação, mas sim a fixação do benefício no valor de R$ 550. Segundo ela, a prefeitura apresentou uma contraproposta de acréscimo de apenas R$ 30, quantia considerada insuficiente pelos trabalhadores.
Por fim, a presidente do sindicato demonstrou abertura para o diálogo e cobrou que o prefeito assuma sua postura de gestor sentando-se à mesa para participar diretamente das negociações, visando uma solução conjunta para o fim do impasse.























