A escalada da guerra no Oriente Médio já provoca reflexos diretos no setor aéreo global. Diante da forte alta no preço do querosene de aviação — que mais que dobrou desde janeiro — companhias aéreas passaram a reajustar tarifas e reduzir a oferta de voos em diferentes regiões do mundo.
Na Europa, empresas começaram a adotar medidas para conter o impacto dos custos. A escandinava SAS cancelou centenas de voos ao longo da semana, principalmente em rotas domésticas na Noruega, além de anunciar aumentos temporários nas passagens. Em comunicado, a companhia afirmou que as mudanças visam garantir maior estabilidade operacional diante do encarecimento repentino do combustível.
Outras grandes empresas do continente, como Air France-KLM e Lufthansa, também enfrentam pressão crescente. Embora parte dos custos ainda seja amenizada por contratos de hedge — mecanismo que fixa previamente o preço do combustível —, o aumento já começa a ser repassado aos consumidores.
O cenário deve atingir passageiros brasileiros, especialmente aqueles que utilizam companhias europeias em viagens internacionais, onde a tendência é de tarifas mais elevadas nos próximos meses.
Na região da Ásia-Pacífico, o movimento segue o mesmo padrão. A australiana Qantas anunciou reajustes nas passagens internacionais, com aumento médio de cerca de 5%, conforme divulgado pela imprensa local. Já a Thai Airways avalia elevações entre 10% e 15%, dependendo da evolução do mercado de combustíveis.
A Air India, por sua vez, decidiu ampliar a cobrança de sobretaxas de combustível em voos domésticos e internacionais. Os valores podem chegar a US$ 125 em rotas para a Europa e a US$ 200 em viagens para a América do Norte.
Além da pressão sobre os preços, a instabilidade na região também levou companhias a reduzir ou suspender operações no Oriente Médio por motivos de segurança, o que contribui para a diminuição da oferta de voos e reforça a tendência de encarecimento das passagens no mercado global.
























