O governo dos Estados Unidos criticou a Justiça Eleitoral brasileira após a rede social X modificar seus algoritmos de recomendação para cumprir determinações legais referentes às eleições de 2026. A subsecretária de Estado para Diplomacia Pública norte-americana, Sarah B. Rogers, classificou no domingo (16) a exigência imposta à plataforma como uma forma de censura praticada pelo Brasil.
Para atender à Resolução nº 23.610/2019 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a plataforma incluiu um mecanismo no feed de recomendações que impede a entrega automática de publicações de candidatos registrados a usuários que não sigam essas contas oficiais. O X divulgou a atualização do seu código de programação e informou que a adequação cumpre as diretrizes judiciais, alertando que a visibilidade orgânica do conteúdo político será reduzida.
Sarah B. Rogers argumentou que a divulgação do código expõe restrições aplicadas ao fluxo de informações no país. Pela norma do tribunal brasileiro, os perfis e postagens informados pelas candidaturas continuam acessíveis diretamente aos usuários e podem ser impulsionados por vias pagas permitidas, mas ficam excluídos dos sistemas de distribuição algorítmica orgânica.
O episódio amplia o quadro de atritos diplomáticos recentes entre Washington e Brasília. As divergências entre os governos de Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva também incluem declarações do secretário de Estado, Marco Rubio, sobre negociações bilaterais, além de medidas anteriores envolvendo elevação de tarifas comerciais sobre produtos brasileiros e restrições de visto contra a embaixadora do Brasil nos Estados Unidos.























