Por Neimar Fernandes (*)
Noventa minutos são suficientes para parar o país inteiro. Mas parece que nem anos de corrupção, desperdício, impostos altos e serviços públicos precários conseguem acordar a nossa indignação.
Quando o Brasil é desclassificado ou a Copa termina, a festa acaba. Mas a conta continua chegando. E quem paga é o trabalhador, o aposentado, a dona de casa e o pequeno empreendedor. Somos todos nós.
Hoje, o Brasil tem cerca de 50 milhões de pessoas recebendo algum tipo de auxílio ou benefício do governo e aproximadamente 39 milhões de trabalhadores com carteira assinada sustentando boa parte da arrecadação de impostos. Esse é um alerta que não pode ser ignorado. Nenhum país consegue prosperar por muito tempo quando cada vez menos gente produz e cada vez mais gente depende do Estado.
Olhe para a história. Há cerca de 60 anos, Cuba era mais rica que Singapura. Hoje, Cuba enfrenta enormes dificuldades econômicas, enquanto Singapura se tornou uma das nações mais prósperas do mundo. A diferença não foi a sorte. Foram as escolhas feitas ao longo do caminho.
Nenhum governo cria riqueza sozinho. Quem produz riqueza é o cidadão que trabalha, empreende e paga impostos. Cada real perdido na corrupção é um real que falta na saúde, na educação, na segurança e no futuro dos nossos filhos.
Em outubro, o jogo mais importante não será em um estádio. Será na urna.
Você pode torcer pelo Brasil. Mas, acima de tudo, pode votar pensando no Brasil. Porque uma partida dura apenas 90 minutos.
As consequências do seu voto podem durar uma geração inteira.























